Polícia

MPBA e familiares de baiano condenado por massacre em cinema foram contra liberá-lo de hospital de custódia, diz jornal

Mateus foi absolvido em novo julgamento, mas sua soltura levanta questões sobre segurança e saúde mental  |  Reprodução

Publicado em 13/07/2026, às 10h12 - Atualizado às 10h44   Reprodução   Redação Bnews

O caso envolvendo o ex-estudante de Medicina Mateus da Costa Meira, de 51 anos, ganhou novo capítulo nesta segunda-feira, 13, após o jornal O Globo revelar que o Ministério Público da Bahia tentou impedir que o homem, responsável por uma chacina no Morumbi Shopping, em 1999, deixasse Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Salvador.

Segundo informações do veículo de comunicação, a decisão do MPBA teria ocorrido porque o órgão considerava que ele ainda representava risco não apenas para a sociedade, mas também para a família dele. A reportagem do O Globo também revelou que, inicialmente, os pais de Mateus também teriam mostrado receio em acolhê-lo em casa após sua soltura, ocorrida em 2024.

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Mateus, que foi condenado pelo  ataque a tiros que matou três pessoas e feriu outras nove em um cinema de São Paulo em 1999, foi flagrado na última semana frequentando o o Shopping Barra, em Salvador. A informação foi divulgada por Ullisses Campbell, que assina a coluna True Crime no jornal O Globo.

O homem foi absolvido impropriamente em um novo  julgamento no Tribunal de Justiça da Bahia, após ter sido considerado inimputável em razão de transtorno mental. Segundo o Globo, no ano de 2010, o suspeito passou a cumprir medida de segurança no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico. Já em 2024, foi desinternado também com anuência da Justiça da Bahia e voltou para casa.

A reportagem do Globo também revelou que o MPBA teria apresentado alguns argumentos para impedir que Mateus voltasse a conviver em liberdade, dentre eles, a falta de um exame de perícia que pudesse comprovar a cessação de periculosidade, a ausência de um estudo social que demonstrasse a capacidade dos pais idosos de supervisioná-lo e a falta de um plano de prevenção de riscos para proteger o próprio paciente, seus familiares e a sociedade. 

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TagsHospital Psiquiátricotranstorno mentalMateus da Costa Meira