Polícia

Mulher que se passava por criança em SC já tinha sido presa pelo mesmo crime

Mulher de 37 anos que fingiu ser criança em Santa Catarina já havia sido presa no Rio com roteiro idêntico de manipulação  |  Divulgação/PC-SC

Publicado em 03/06/2026, às 17h20   Divulgação/PC-SC   Antonio Dilson Neto

A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que a mulher de 37 anos presa na última terça-feira (2), em Joinville (SC), suspeita de se passar por uma adolescente de 12 anos para ser adotada, é a mesma estelionatária detida em 2023 no município de Nova Iguaçu (RJ). De acordo com as investigações, a suspeita utilizou na Baixada Fluminense o mesmo método de manipulação psicológica para se infiltrar em núcleos familiares e obter vantagens financeiras. As informações foram divulgadas pelo Portal LeoDias.

No crime anterior, a investigada se aproximou de moradores por meio de um projeto social. Na ocasião, ela sustentava que havia fugido da região Nordeste para escapar de uma rede de exploração sexual infantil e de rituais de violência que teriam sido coordenados por seu pai.

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Para justificar a fisionomia de adulta e convencer as vítimas de que era uma criança, a mulher afirmava ser diagnosticada com autismo. Ela alegava que seus traços físicos eram decorrentes de hormônios que teria sido forçada a ingerir durante a infância.

Para dar sustentação ao relato no Rio de Janeiro, a suspeita produzia desenhos que retratavam os falsos abusos e chegou a apresentar exames de raio-x que supostamente mostravam agulhas inseridas em seu corpo.

Convencidos pela história, os integrantes do projeto social alugaram um imóvel, compraram roupas, mantimentos e custearam sessões de terapia para a mulher.

Reincidência

O esquema na Baixada Fluminense foi descoberto quando as vítimas procuraram a polícia para relatar o caso, o que resultou na prisão em flagrante da suspeita por estelionato e falsidade ideológica.

Após responder ao processo e ser liberada, a mulher mudou-se para Santa Catarina, onde adotou o nome falso de "Gabriele". Ela repetiu o procedimento ao buscar apoio em uma igreja local e foi acolhida por uma família com quem viveu por 14 meses. Na nova residência, ela simulava comportamentos infantis, utilizava chupeta e ganhou um quarto decorado e uma festa de aniversário de 12 anos.

A farsa atual foi desmontada após a denúncia de um parente da família adotiva, que levou à sua nova prisão.

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