Polícia
Publicado em 10/01/2025, às 09h20 Reprodução | Redes Sociais Silvânia Nascimento
O investigador da Coordenação de operações e Recursos Especiais (Core), unidade pertencente à Polícia Civil da Bahia, Douglas Pithon usou as redes sociais para mostrar sua indignação com os coaches de segurança pública.
No seu posicionamento, Pithon, que também tem passagens pelo Exército Brasileiro (EB) e pela Polícia Militar do Rio Janeiro (PMERJ), fez críticas aos conteúdos que são vendidos por esses profissionais que, segundo ele, não possuem vivência com os desafios diários da Segurança Pública.
"Eu tenho tentado me relacionar com coisas que eu não concordo. Primeiro, para sair da zona de conforto, segundo, para me dar a possibilidade de ter uma condição analítica e crítica diferenciada. Inclusive, respeitando a opinião diversa da minha opinião. Mas eu fico realmente impressionado com esses coaches, os ditos coaches que se proliferaram nas redes sociais que vendem curso, que vendem sonhos. E, no final das contas, o que eles querem é ganhar dinheiro em cima de você que acredita no que ele está dizendo", iniciou.
Ainda em continuação ao desababafo, o investigador destacou que, somente aqueles que escolheram seguir a carreira policial, conhecem de perto as dificuldades e os riscos encontrados no exercício da profissão. "Muito possivelmente ele está falando coisas que não viveu. Eu não acredito, sinceramente, que esses caras tenham vivido as condições de adversidade que lhes dê a capacidade de falar, por exemplo, em liderança extrema, em liderança de alta performance, em saber tomar boas decisões no caos absoluto. Em condições normais, de temperatura e pressão 12 por 8, sentado em uma sala com ar-condicionado, tomando um café quentinho, todo mundo é bom, todo mundo sabe o que fazer. Eu quero quero ver tomando tiro, eu quero ver caminhando em uma linha tênue entre a vida e a morte", disse o policial.
Em um outro trecho do posicionamento, ele orientou os seguidores a acompanharem conteúdos de profissionais que não se limitem apenas a teorias, mas que tenham experiências e domínio com a prática. "Então, eu estou compartilhando isso com os senhores porque eu vejo, inclusive, alguns amigos seguindo esses caras, tendo esses caras como referência, contratando esses malucos para dar palestra nas suas empresas. Ele está falando o que nunca viveu. Então, se você realmente quer algo que fale sobre liderança extrema, alguém que fale de que maneira você deve blindar sua mente, de que maneira você possa caminhar em um caminho de pautado em princípios e valores morais, de que maneira você possa consolidar um propósito de vida aqui na terra, não são esses caras que vão te dizer. Fica a dica".
"Procure aqueles que atravessaram além das trincheiras e podem trazer experiências reais e conversar com os senhores sobre isso, poder compartilhar as experiências, seus sentimentos e suas sensações. A partir daí, muito possivelmente, você vai criar um conhecimento enriquecedor, diferente desses bostejadores aí, que muitas vezes não sabem efetivamente o que estão falando porque nunca viveram isso", concluiu Pithon.
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