Polícia
Publicado em 08/07/2026, às 07h04 - Atualizado às 07h22 Divulgação | MPBA Redação Bnews
Era 28 de abril de 2023 quando o Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou e anunciou à imprensa a primeira fase da 'Operação Sísifo' contra um grupo criminoso responsável pela entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana.
Ainda na primeira etapa, policiais penais investigados por envolvimento no esquema foram afastados das funções por determinação da Justiça. Na época, o MP-BA divulgou que eles eram investigados por crimes de prevaricação, favorecimento de entrada de celular em presídio e corrupção passiva e ativa, praticados por associação ou organização criminosa.
Ao todo, nesta etapa, a operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nos municípios de Feira de Santana, Irecê, Muritiba, Sapeaçu, Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus
Segunda fase da operação
No dia 27 de junho de 2024, o órgão deflagrou a segunda fase da mesma operação, também mirando o mesmo grupo, resultando no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão nas residências de agentes públicos e de outros suspeitos acusados de integrarem o grupo. As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Feira de Santana e Sapeaçu.
Assim como na primeira, nessa etapa, também por decisão judicial, os agentes públicos apontados na denúncia foram afastados das suas respectivas funções.
Como os agentes penais agiam
As diligências revelaram que os agentes utilizavam os cargos ocupados na unidade prisional para facilitar a entrada de celulares, drogas e outros materiais ilícitos no presídio mediante recebimento de vantagens indevidas.
"As investigações apontaram a existência de divisão de tarefas, atuação coordenada e mecanismos voltados à ocultação e dissimulação dos valores obtidos com as atividades criminosas, inclusive por meio de movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados dos envolvidos", detalhou o MP.
Operações resultaram na condenação de 12 pessoas
Nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, o Ministério Público anunciou que 12 pessoas denunciadas por integrarem a organização criminosa foram condenadas à prisão. Entre os 12, 10 são policiais penais, que também tiveram decretada a perda do cargo público. Segundo o órgão, o agente Valmir Pereira de Jesus, identificado como líder do grupo criminoso, foi condenado a mais de 28 anos de prisão. Completam a lista dos policiais penais condenados: Vitor Cerqueira de Oliveira, Ednilson Santana Mota, Isaías Gregório de Miranda Filho, Yure Pinheiro Costa, Gildo de Lima Almeida, Valter Ferreira de Almeida, Leandro Calazans Amaral, Rosana Souza de Oliveira e Luana Priscilla de Jesus Moitinho.
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