Polícia
Publicado em 22/11/2024, às 11h08 - Atualizado às 11h55 Seap Divulgação Silvânia Nascimento
O emprego de agentes de segurança no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas (CPTF), que acontece desde a quarta-feira (20), para a execução da 6ª edição da Operação Mute, ação promovida pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Sennapen), já soma cerca de 29 celas vistoriadas.
Na Bahia, essa operação também já foi deflagrada, em edições passadas, no Complexo Penal de Feira de Santana (CPFS) e na Penitenciária Lemos Brito (PLB), em Salvador. Na prática, a ação emprega efetivos de policiais penais federais e estaduais, além de integrantes do Ministério Público, para combater as organizações criminosas no interior dos presídios.
Quem conta mais detalhes sobre a operação é o diretor de Inteligência Penitenciária da Senappen, Antônio Glautter. "A Operação Mute tem o propósito de demonstrar a eficácia das revistas periódicas nas unidades prisionais. Também é uma medida que visa enfrentar o crime organizado, pois, ao retirar aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos utilizados para comunicação, interrompe-se o contato das pessoas privadas de liberdade com lideranças criminosas no ambiente externo", disse em entrevista ao BNEWS.
Somente nos últimos dois dias, quarta-feira (20) e quinta-feira (21), a operação retirou 40 aparelhos celulares de 29 celas no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas. "O Brasil tem 1.388 unidades prisionais e quando a gente retira aparelhos celulares das unidades prisionais, inclusive alguns deles com custo elevado, a gente está dando um golpe no crime organizado, a gente está interrompendo as comunicações, porque as pessoas que usam esses aparelhos estão relacionadas a alguma facção ou crime", pontuou Antônio Glautter.
"Nós que estamos no ambiente prisional temos acesso a informações que normalmente a Polícia Militar, Polícia Civil e o Ministério Público não têm nas ruas. Então é um ambiente muito favorável para colher informação, para subsidiar investigações e produção de conhecimento", declarou Glautter sobre a relevância do trabalho da Inteligência Penitenciária no combate às facções.
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