Polícia
Publicado em 26/11/2025, às 13h10 - Atualizado às 13h47 Freepik Bruna Rocha
A Polícia Federal (PF) passará a contar com uma nova ferramenta digital capaz de quebrar senhas e a criptografia de dados armazenados em dispositivos da Apple.
A compra, realizada pela Diretoria Técnico-Científica (Ditec), foi estimada em R$ 160,4 mil e inclui duas licenças de suítes de software de criptoanálise, além de duas licenças específicas para a quebra de senhas em equipamentos que utilizam o macOS e o chip T2.
Um estudo elaborado pela própria Ditec justifica a aquisição e aponta que a PF vinha enfrentando dificuldades para realizar perícias em ao menos 16 modelos da Apple que possuem o chip T2.
Entre os dispositivos citados estão iMac, iMac Pro, Mac, Mac Mini, MacBook Air e MacBook Pro fabricados entre 2018 e 2020.
“Através do acompanhamento da casuística de exames técnicos realizados nesta unidade, bem como nas unidades descentralizadas de Criminalística da Ditec/PF, foram identificadas dificuldades na realização de exames periciais em computadores e notebooks da Apple devido ao uso de um chip intrínseco ao hardware (denominado chip T2), associado à implementação de segurança criptográfica”, afirma o documento.
Atualmente, a PF possui dois laboratórios com licenças para softwares de quebra de senhas: o Laboratório de Criptoanálise da Ditec e o Laboratório de Criminalística da Superintendência da PF no Paraná. As licenças anteriores foram adquiridas em 2018 e expiraram em 2024.
“O fato é que, hoje, a Criminalística da Polícia Federal não consegue atender demandas envolvendo criptoanálise de sistemas Apple com chip T2. Neste sentido, este Serviço de Perícias em Informática considera fundamental, para a continuidade das atividades do Laboratório de Criptoanálise e seu aprimoramento, a renovação da suíte de software utilizada e a contratação adicional do módulo que permitirá ataques de quebra de senha em sistemas da Apple com chip T2”, destaca o estudo técnico da licitação.
“O resultado esperado é a ampliação das atividades do Laboratório de Criptoanálise frente às demandas da Criminalística e a otimização dos exames periciais, com a possibilidade de acesso a sistemas Apple criptografados, caso a quebra de senha seja bem-sucedida”, conclui o documento.
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