Polícia

Alunas de 14 anos denunciam estupro coletivo em sala de aula no Nordeste

Duas alunas de 14 anos denunciam estupro coletivo por grupo de cinco estudantes em escola de Pernambuco durante intervalo  |  Os casos ocorreram entre julho e agosto - Banco de dados

Publicado em 10/08/2026, às 19h25 - Atualizado às 23h13   Os casos ocorreram entre julho e agosto - Banco de dados   Redação Bnews

A Polícia Civil de Pernambuco investiga um relato de estupro coletivo cometido contra duas adolescentes de 14 anos. O fato aconteceu na escola municipal de Cabo de Santo Agostinho, localizada na região metropolitana de Recife (PE). Um dos casos ocorreu no dia 3 de agosto, enquanto o outro foi aproximadamente um mês antes.

Os suspeitos são cinco estudantes da mesma turma das meninas, com idades entre 14 e 16 anos. Segundo a advogada que acompanha o caso, Luanny Porto, o abuso teria acontecido dentro de uma sala de aula, durante intervalo. 

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Polícia Civil de Pernambuco está apurando o caso - Imagem: Portal Rota Jurídica

De acordo com o relato, a adolescente teria retornado à sala de aula após a merenda e sido surpreendida pelos estudantes, que a agrediram. A advogada também conta que a vítima foi ameaçada e intimidada para que não contasse à família. Logo após o ocorrido, a adolescente procurou a direção da escola, que afirmou que resolveria a questão. Contudo, não houve contato direto com os responsáveis.

A jovem apenas procurou a mãe no dia seguinte, que foi até a escola. Mas, segundo Luanny, a estudante foi repreendida por ter falado sobre a situação para a mãe. Em seguida, outra estudante relatou ter sido abusada cerca de um mês atrás pelos mesmos cinco meninos e em circunstâncias parecidas com a outra vítima. 

As duas famílias fizeram boletins de ocorrência e as jovens foram encaminhadas ao IML (Instituto de Medicina Legal) para fazer os devidos exames. Além disso, o Conselho Tutelar e a Promotoria de Justiça foram acionados. A prefeitura acompanha a apuração. 

Os cinco estudantes considerados suspeitos são da mesma turma que tem no total 27 alunos. Eles foram suspensos, porém Luanny afirma que as famílias das vítimas pediram a transferência delas para por não se sentirem seguras. 

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Segundo a polícia militar, os responsáveis dos envolvidos foram chamados pela direção da escola a comparecer à instituição na quarta-feira (5). Ninguém foi preso por não terem sido pegos em flagrante. 

O que diz a Secretaria de Educação

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação diz que ofertou suporte psicológico e jurídico às famílias. No caso da escola, ela nega omissão apontada pela advogada das vítimas. 

A investigação tramita sob sigilo para preservar as vítimas e por isso a Polícia Civil não pode divulgar mais detalhes sobre o caso.

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