Polícia

Estupro de menina de 4 anos dentro do clube de social é investigado pela Polícia

Mãe denunciou que filha foi atraída para banheiro masculino do clube do Palmeiras  |  Reprodução/Fabio Menotti/Palmeiras

Publicado em 11/06/2026, às 16h22 - Atualizado às 16h52   Reprodução/Fabio Menotti/Palmeiras   Antonio Dilson Neto

A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar uma denúncia de estupro de vulnerável contra uma menina de 4 anos dentro do clube social do Palmeiras, na Zona Oeste da capital paulista.

O caso teria ocorrido na tarde de quarta-feira (10) e resultou na suspensão imediata do associado apontado como suspeito pela diretoria do clube.

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Segundo o boletim de ocorrência registrado na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a mãe da vítima relatou que a criança se afastou por alguns instantes e, ao retornar, afirmou que um idoso a havia levado a um banheiro masculino sob a promessa de lhe dar pipoca. No local, o homem teria cometido o abuso.

Ao anoitecer, já em casa, a criança relatou que o "vovô colocou o dedo" em sua região genital. Após o relato, a mãe retornou ao clube e um médico plantonista da sede social realizou o primeiro atendimento e constatou a presença de lesões e secreção na região genital da menor.

A vítima foi encaminhada ao Hospital da Mulher para receber medicação e passou por exames periciais no Instituto Médico Legal (IML).

O registro policial aponta um princípio de atrito entre a Polícia Militar e a segurança do Palmeiras. De acordo com os PMs que atenderam a ocorrência, um funcionário do clube teria se recusado a fornecer de imediato a identificação do suspeito, alegando diretrizes internas.

Em nota oficial enviada ao UOL, o Palmeiras negou qualquer tentativa de obstrução e garantiu que prestou suporte integral à família, além de entregar as imagens do circuito interno e os dados cadastrais do investigado diretamente às autoridades competentes.

A presidente do clube, Leila Pereira, determinou a suspensão do sócio e afirmou que, caso o crime seja comprovado, ele será expulso definitivamente do quadro de associados. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que o caso segue sob investigação sigilosa e que diligências estão em andamento para localizar o homem.

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