Polícia

Professor de Jiu-jitsu é preso por estuprar alunas e "vender" adolescentes a empresários

Campeão de diversas competições e medalhista pan-americano, o acusado usava promessas de patrocínio e viagens a torneios para atrair menores a hotéis  |  Arquivo | Agência Amazonas

Publicado em 07/07/2026, às 06h44 - Atualizado às 06h49   Arquivo | Agência Amazonas   Redação Bnews

Um professor de jiu-jitsu, campeão de diversas competições e medalhista pan-americano, foi preso na manhã desta segunda-feira (6), em Manaus, no Amazonas, sob suspeita de estupro de vulnerável, importunação sexual e exploração sexual contra ao menos sete alunas adolescentes.

O homem estava foragido há mais de um mês e foi capturado em sua própria residência por agentes da Depca (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente).

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O esquema para atrair as vítimas
Segundo a investigação, o suspeito utilizava a promessa de entrega de kimonos e o pagamento de inscrições em campeonatos de luta para atrair as jovens. Após ganhar a confiança das alunas, ele as conduzia a hotéis, locais onde os crimes eram cometidos. Entre as vítimas identificadas, uma delas tem 14 anos.

O professor ainda aproveitava sua posição para intermediar contatos entre as adolescentes e empresários em troca de vantagens financeiras. Em um dos episódios relatados à polícia, ele teria obrigado uma jovem a se encontrar com um empresário para a produção de conteúdo sexual. Todos os envolvidos nesses episódios foram identificados e também responderão criminalmente.

Influência no esporte e a prisão
O investigado se valia do reconhecimento no esporte para intimidar as vítimas e minimizar a gravidade dos atos cometidos. As adolescentes só decidiram procurar as autoridades após a repercussão de outros casos recentes de violência sexual envolvendo o ambiente esportivo.

No momento da abordagem policial, o professor ainda tentou escapar pulando para a laje de sua casa, onde tinha instalado tábuas estrategicamente para criar rotas de fuga, mas acabou cercado pelas equipes.

Ele permanece à disposição da Justiça. A defesa do investigado não foi localizada para comentar o caso. A Polícia Civil solicita que outras possíveis vítimas procurem a Depca para formalizar denúncias.

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