Polícia

Saiba quem é a mulher que fingiu ter 12 anos para enganar família de SC

Mulher de 37 anos já havia sido detida no Rio de Janeiro e fingia ter autismo para sustentar golpe  |  Reprodução/ Redes Sociais

Publicado em 04/06/2026, às 07h54   Reprodução/ Redes Sociais   Antonio Dilson Neto

A defesa de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, presa em flagrante na última terça-feira (2) em Joinville (SC) sob a acusação de se passar por uma criança de 12 anos, solicitou formalmente a realização de exames de sanidade mental na suspeita. O pedido tem como objetivo avaliar as condições psíquicas da investigada. Natural do Ceará, Amanda é apontada pela Polícia Civil como estelionatária reincidente, acumulando registros por crimes com o mesmo método de atuação em pelo menos cinco estados.

Amanda foi detida após denúncias feitas pela própria família que a acolheu no distrito de Pirabeiraba, onde ela residiu por cerca de 14 meses.

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Durante o período de convivência, a suspeita utilizava uma série de justificativas médicas e traumas fictícios para sustentar o personagem infantil e ocultar sua verdadeira idade das vítimas.

¡"LA HUÉRFANA" EN LA VIDA REAL! 🚨 Una mujer de 37 años fingió ser una niña de 12 para ser adoptada por una familia.

Esta es la retorcida historia de Amanda Maria 👇🏻 https://t.co/JTcbe36jyCpic.twitter.com/NvfrdR6fIO

— Alerta Mundial (@AlertaMundoNews) June 4, 2026

Para justificar sua aparência física perante o casal que a considerava filha adotiva, Amanda alegava ser diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ela também sustentava o argumento de que possuía traços corporais mais maduros em decorrência do uso forçado de hormônios durante a sua infância.

A idoneidade dos relatos servia inclusive para blindar a farsa no dia a dia. A investigada dizia ter sido vítima de abusos graves no passado e usava essa alegação para convencer os protetores a não matriculá-la em nenhuma rede de ensino.

"A menina não ia para a escola porque conseguiu convencer a família adotiva de que, se fosse para a escola, o 'pai abusador' saberia onde ela estava", explicou o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Bueno Gusso.

O primeiro contato com o núcleo familiar ocorreu após Amanda procurar um pastor em Joinville e relatar que havia fugido do estado do Pará para escapar de maus-tratos. A comunidade religiosa prestou os primeiros auxílios até que um casal decidiu levá-la para morar na mesma residência. Sensibilizados, os pais chegaram a arcar com os custos de um tratamento contra a obesidade para a mulher e organizaram uma festa oficial de aniversário de 12 anos. Sempre que os responsáveis tentavam dar andamento aos trâmites legais de adoção, a suspeita desconversava para evitar a apresentação de documentos.

O cruzamento de dados feito pela polícia revelou que o enredo de manipulação é idêntico ao utilizado por Amanda em 2023, quando ela foi presa na cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Na época, ela enganou moradores da Baixada Fluminense afirmando que era menor de idade e que estava em fuga de uma suposta rede de prostituição e de rituais de bruxaria.

O inquérito em Santa Catarina segue em andamento para apurar a extensão dos danos financeiros e psicológicos causados às vítimas.

Classificação Indicativa: Livre


TagsJoinvilleRio de Janeirofamíliaabusonova iguaçuAmanda Maria Souza de Oliveiramulher de 37 anos

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