Polícia
Publicado em 06/07/2026, às 14h47 - Atualizado às 14h47 Divulgação/ PCERJ Bernardo Rego
Foi deflagrada nesta segunda-feira (6) a 3ª fase da Operação VAR pela Polícia Civil do Rio de Janeiro com o objetivo de investigar um esquema de manipulação de resultados em jogos de futebol e lavagem de dinheiro na Série B do Campeonato Carioca.
A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão e um jogador foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Um dos alvos da operação foi o zagueiro Luiz Gustavo Lopes dos Santos, que na época dos fatos jogava na Portuguesa-RJ e atualmente está no Olaria.
Ele é investigado por, supostamente, beneficiar terceiros ao receber um cartão amarelo de forma intencional durante uma partida válida pelo Campeonato Carioca de 2026, conduta que teria sido utilizada para favorecer apostas esportivas.
O zagueiro e meio-campista Sidney de Freitas Pages, o Sidão, também é investigado no mesmo inquérito. Na época, ele atuava no Nova Iguaçu. Atualmente, ele está no Dibrados F.C, um time de Kings League.
Os agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) cumpriram três mandados de busca e apreensão em Bangu, na Zona Oeste do Rio, na Maré, na Zona Norte e na sede do Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
As investigações tiveram início em 2024 após uma denúncia feita pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), que apontou indícios de irregularidades em diversas partidas disputadas no estado.
De acordo com a Polícia Civil, Luiz Gustavo é investigado por supostamente favorecer terceiros ao receber um cartão amarelo de forma deliberada no jogo entre Portuguesa e Nova Iguaçu, em fevereiro deste ano. Naquele dia, o jogo terminou Portuguesa 1 x 0 Nova Iguaçu.
A suspeita é que a advertência tenha sido combinada para beneficiar apostadores em plataformas de apostas esportivas. Segundo os investigadores, o episódio faz parte de um possível esquema de manipulação de eventos específicos dentro das partidas, modalidade conhecida no mercado de apostas como "microapostas", em que os ganhos são obtidos a partir de ocorrências pontuais, como cartões, faltas e escanteios.
Em nota, a Associação Atlética Portuguesa afirmou que que sempre atuou com responsabilidade, transparência, ética e respeito às instituições, colaborando desde o primeiro momento com os órgãos competentes e adotando, internamente, todas as providências que lhe cabiam.
Confira a nota na íntegra:
“A Associação Atlética Portuguesa vem a público esclarecer informações divulgadas em reportagens publicadas nesta segunda-feira (6), nas quais Luiz Gustavo Lopes dos Santos é identificado como atleta da Portuguesa.
O clube esclarece que o referido jogador não possui qualquer vínculo com a Associação Atlética Portuguesa, tendo sido desligado da instituição em fevereiro deste ano, logo após a diretoria tomar conhecimento da existência das investigações em andamento.
Na ocasião, em razão do processo tramitar sob segredo de Justiça, a Portuguesa optou por não se manifestar publicamente, preservando o sigilo legal e respeitando o trabalho das autoridades competentes.
Assim que as investigações se tornaram públicas, em março, a Associação Atlética Portuguesa divulgou nota oficial informando o afastamento e o posterior desligamento do atleta, bem como esclarecendo que havia adotado imediatamente todas as medidas cabíveis e colocado o clube à disposição das autoridades para colaborar integralmente com as investigações.
A Associação Atlética Portuguesa reafirma que sempre atuou com responsabilidade, transparência, ética e respeito às instituições, colaborando desde o primeiro momento com os órgãos competentes e adotando, internamente, todas as providências que lhe cabiam.
O clube reitera seu compromisso com a integridade esportiva, o cumprimento das leis e a defesa dos valores que norteiam sua história, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos.”
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