Polícia

O que se sabe sobre o caso da funcionária de lotérica acusada de pegar bilhete premiado de R$ 29 milhões da Mega-Sena

Reprodução/Fantástico
A funcionária afirmou que pagou pelo bilhete premiado, mas a lotérica negou a informação  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Fantástico
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 06/07/2026, às 14h19 - Atualizado às 14h42



Uma operadora de caixa, Clarice Simon, está sendo acusada de se apropriar de um bilhete premiado da Mega-Sena, em Sinop, ao norte do Mato Grosso (MT), avaliado em R$ 29 milhões, e, em entrevista coletiva no último domingo (5), ela rebateu.

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O caso se arrasta na Justiça desde 2023 e, no último domingo (5), após uma entrevista ao programa Fantástico (Rede Globo), Clarice conta que é a legítima proprietária do bilhete premiado da aposta. Fato que a lotérica recusa, apontando que o comprovante da aposta pertencia ao próprio estabelecimento e foi sacado de forma indevida após o sorteio.

A investigação apontou que o impasse entre a funcionária e a lotérica iniciou quando Clarice fez a impressão de um bilhete que tinha um defeito durante o atendimento a uma cliente. A aposta não foi cancelada pelo sistema, possibilitando que um novo comprovante, com os mesmos números, fosse emitido e entregue à apostadora. O bilhete com a falha foi mantido na lotérica.

Flagra

Imagens de câmeras de segurança mostraram que, ao fim do expediente, no último sábado (4), Clarice colocou o comprovante em um cofre desativado, usado na lotérica, e saiu do local. Na última segunda-feira (29), após conferir o resultado da Mega-Sena, a suspeita retornou, retirou o bilhete premiado e saiu da lotérica com o comprovante.

O Ministério Público apontou, em uma denúncia apresentada pelo próprio órgão, que o comprovante com defeito passou a integrar o patrimônio da empresa após ter sido armazenado dentro da lotérica. De acordo com o IG, Clarisse pediu a sua demissão na última terça-feira (30).

Versão da defesa

Clarice ressalta que pagou pelo bilhete e que o guardou de forma temporária no local onde os funcionários costumavam deixar os seus pertences. O advogado do casal também aponta que, em casos de impressão, o prejuízo costuma ser descontado do salário do operador de caixa, o que, segundo ele, iria tornar a funcionária a proprietária da aposta.

Denúncia

A possibilidade de ter duas apostas vencedoras com a mesma sequência de números, registradas na mesma lotérica, despertou a desconfiança dos proprietários, e a polícia foi acionada. A denúncia apontou que um dos sócios foi até o casal para pedir explicações, mas o marido de Clarice teria reagido de um jeito ameaçador.

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