Polícia

Sócios de academia depõem sobre caso de intoxicação que matou mulher em pscina

Sócios da academia prestaram depoimento na última quarta-feira (11)  |  Reprodução/TV Globo

Publicado em 12/02/2026, às 17h46   Reprodução/TV Globo   Gabriel Santana

Os três sócios da academia C4 Gym prestaram depoimento em uma delegacia da zona leste de São Paulo (SP), na última quarta-feira (11), sobre o caso de intoxicação por gás tóxico que matou uma mulher.

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Entre os depoentes está o empresário Celso Bertolo, que teria conversado com Severino José da Silva, manobrista e responsável pela manutenção da piscina onde ocorreu o caso. De acordo com a CBN, Severino afirmou que tentou contato com um dos proprietários após os alunos passarem mal.

A resposta só chegou quando a academia já estava fechada e o manobrista relatou que Bertolo respondeu apenas “paciência”.

Em entrevista para a TV Globo, um ex-professor de natação da academia e que trabalhou na C4 Gym por três meses em 2024, afirmou que o local passava por problemas recorrentes no tratamento da água da piscina. Ele complementou dizendo que era comum sentir irritação na pele e dificuldades para respirar por conta do cheiro forte de cloro e de outra substância não identificada.

As unidades da C4 Gym passam por fiscalização da Vigilância Sanitária. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu um inquérito para apurar possível ausência de licenças de funcionamento e do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros em academias da rede.

A empresa possui 10 unidades, sendo nove nas zonas Leste e Norte de São Paulo e uma em Americana, no interior paulista. Duas contam com piscina: a academia interditada no Parque São Lucas e outra em Santana.

A piscina onde aconteceram as intoxicações fica no subsolo da academia e está fechada para manutenção, segundo comunicado enviado para os alunos. Agentes da Vigilância Sanitária fizeram uma vistoria por mais de uma hora, coletaram informações e registraram imagens para relatório. A unidade não foi interditada.

Vítimas das intoxicações

Até o momento, sete pessoas apresentam suspeita de intoxicação. Três seguem internadas e entre elas, Vinícius de Oliveira, marido da vítima fatal Juliana Faustino, que morreu após inalar o gás. O homem está em estado grave, mas com evolução positiva pois está acordado, consciente e já foi comunicado sobre o caso.

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