Polícia
Publicado em 03/07/2026, às 09h11 Reprodução/TV Globo Redação BNews
A Polícia Civil do Rio de Janeiro denunciou à Justiça um homem identificado como Thiago Mattos Rocha, de 47 anos, por maus-tratos contra animais após concluir que ele foi o responsável pela morte do próprio cachorro na Praia de Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. O caso aconteceu no dia 23 de abril e, desde então, o suspeito segue foragido.
As investigações apontam que Thiago levou o cão Prince, da raça American Bully, para a orla de Copacabana no início da noite. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele deixa o prédio onde morava com o animal na coleira. Em seguida, os dois aparecem caminhando pelas ruas do bairro e, pouco depois, seguem em direção à faixa de areia.
De acordo com a polícia, poucos minutos após entrar na praia, Thiago deixou o local sem Prince, que não foi mais visto nas gravações. Para os investigadores, foi nesse intervalo que o cachorro foi afogado no mar.
Possível motivação
O delegado Ângelo Lages, responsável pelo caso, classificou o crime como "bárbaro" e afirmou que as provas reunidas durante a investigação indicam que o próprio tutor matou o animal.
Depoimentos coletados de garis que trabalhavam na praia naquela noite apontam que turistas ainda tentaram socorrer o cachorro, mas ele já estava morto. Na época, imagens do corpo de Prince na areia repercutiram nas redes sociais e geraram grande comoção.
As investigações também revelaram que, cerca de uma hora após retornar ao apartamento, Thiago e a companheira fizeram as malas e deixaram o imóvel. Funcionários do condomínio relataram que, dias antes, o morador já vinha se desfazendo de móveis e outros pertences.
A Polícia Civil investiga se a saída do casal do local ocorreu após um conflito familiar. A sogra de Thiago, proprietária do apartamento onde eles moravam, havia conseguido uma medida protetiva contra ele. Na ocasião, o homem também foi indiciado pelos crimes de injúria, extorsão e violação de domicílio.
Os investigadores acreditam que a morte do cachorro pode estar relacionada à decisão de deixar o imóvel.