Polícia
por Cibele Gentil
Publicado em 03/07/2026, às 11h08 - Atualizado às 11h09
A perícia da Polícia Civil confirmou que encontrou clonazepam, medicamento com que possui efeito sedativo e ansiolítico, no sangue do casal de idosos mortos a facadas em um apartamento de luxo, em Belo Horizonte. A polícia também informou que a placa do carro, que levou a suspeita Paola Stefany Neto Cirino após o crime para o centro da capital, assim como o proprietário do veículo foram identificados.
Relato da suspeita
Para os investigadores, o exame toxicológico que confirmou a presença do medicamento calmante nas vítimas reforça a versão apresentada pela diarista. Durante o interrogatório, a mulher afirmou ter colocado comprimidos na bebida servida ao casal antes do crime.
Paola relatou informalmente à polícia que havia colocado quatro comprimidos de clonazepam no suco das vítimas. Contudo, a investigação trabalha com a hipótese de que a quantidade utilizada possa ter sido maior. A intenção da suspeita seria reduzir a capacidade de reação do casal antes dos assassinatos.
A diarista também relatou que, após o crime, teria abordado um motorista de aplicativo que descansava em uma rua na vizinhança do prédio dos idosos. Ela teria oferecido R$ 40 para que o motorista a transportasse.
Os investigadores agora aguardam as informações solicitadas às plataformas de transporte por aplicativo para confirmar a versão apresentada pela suspeita e esclarecer a participação do veículo na fuga.
Sobre o caso
Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi presa nesta quinta-feira (2), em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, e confessou ter cometido o duplo homicídio. Ela também confessou ter furtado joias, dinheiro e outros itens do apartamento do casal de idosos.
As vítimas foram o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. Os assassinatos ocorreram na segunda-feira (29), dentro do apartamento onde o casal morava, em Belo Horizonte. Os corpos foram encontrados pelo filho das vítimas na terça-feira (30).
Itens roubados
Segundo a Polícia Civil, após o crime, Paola roubou joias, relógios, celulares e outros objetos de valor, deixando o prédio com bolsas e sacolas. De acordo com as investigações, parte dos itens foi vendida por cerca de R$ 59 mil.
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