Polícia

Veterinária suspeita de vender xampu de cavalos para humanos é presa no Campo Grande

A mulher veterinária suspeita de vender o cosmético manipulado para humanos para fazer tratamentos, foi presa na última segunda-feira (4)  |  Reprodução/Redes sociais

Publicado em 05/05/2026, às 18h00   Reprodução/Redes sociais   Gabriel Santana

A veterinária Raylane Diba Ferrari, de 29 anos, foi presa por suspeita de manipular e vender xampu de cavalos para uso em humanos, em Campo Grande, na capital do Mato Grosso do Sul (MS), na última segunda-feira (4).

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A mulher foi presa dentro do seu petshop, no bairro Universitário. De acordo com o Uol, além de veterinária, Ferrari ainda atuava como influenciadora digital, com mais de 500 mil seguidores. Ela usava os seus perfis na internet para anunciar os produtos manipulados.

O produto recebia cerca de sete mililitros de um suplemento injetável de uso veterinário e depois era comercializado nas redes sociais. A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul (PC-MS) apreendeu caixas com vários produtos já embalados e que seriam enviados para vítimas clientes.

O caso começou a ser investigado após uma denúncia ter sido feita para o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Mato Grosso do Sul.

O estabelecimento da suspeita não tinha autorização da Vigilância Sanitária para manipular substâncias químicas. Na operação, a polícia flagrou um dos funcionários do local manipulando um tônico capilar. O homem, que não teve o seu nome revelado, não foi preso.

O delegado Wilton Vilas Boas apontou que os produtos vendidos eram exclusivos para uso animal e que não tem como garantir qual será a reação gerada em humanos que usarem o xampu.

Raylane foi detida e levada para a prisão. Em seu depoimento, a suspeita ficou em silêncio e deixou a prisão nesta terça-feira (5), após pagar fiança. Ela vai cumprir prisão domiciliar, após a Justiça aplicar medidas cautelares contra a veterinária.

A suspeita está proibida temporariamente de exercer as funções de veterinária e segue sendo obrigada a comparecer presencialmente a todas as audiências do caso. A defesa da mulher investigada negou que ela manipulasse os produtos vendidos.

A defesa sustenta que ela não tem esse nível de influência. Ela divulgava um produto e mostrava a fabricação, mas a produção não era dela. Ela não possui conhecimento técnico sobre manipulação de químicos ou agentes biológicos, nem sobre eventuais riscos do produto aos consumidores. Além disso, não houve intenção de prejudicar ninguém”.

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