Política

Alberto Youssef teria fumado maconha na prisão

Publicado em 03/02/2015, às 08h20   Reprodução   Redação Bocão News (Twitter:@bocaonews)

A perspicácia dos agentes de plantão na Custódia da Polícia Federal em Curitiba (PR) levaram à descoberta de um episódio insólito da famosa Operação Lava Jato. Alberto Youssef, alvo central do escândalo de corrupção na Petrobrás, e outro preso, o advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, apontado como um dos laranjas do doleiro, teriam feito uso de maconha na carceragem da Superintendência da PF.

A informação foi registrada por dois agentes penitenciários federais da carceragem da PF, onde está concentrada a maior parte dos presos da Lava Jato. Os dois narram que eram 17 horas do dia 30 de julho de 2014, quando sentiram um ‘odor atípico’ vindo das celas.

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“Ambos perceberam odor característico de maconha queimada no setor de custódia, no período em que os presos se encontravam em banho de sol, e portanto, podiam transitar pelas celas, corredor, solário e chuveiro”, narra o Ministério Público Federal em parecer do dia 15 de janeiro passado. 

Os agentes afirmaram que foram identificar a ‘origem da fumaça’. Prestes a enquadrar os supostos transgressores, eles ouviram a descarga ser acionada na cela de número 2 – levando esgoto abaixo qualquer possibilidade de um flagrante.

“Tentamos adentrar ao local e surpreender os presos, que se encontravam em procedimento de chuveiro e banho de sol”, relatam os agentes. “Quando realizei a abertura do cadeado, embora o tenha feito com cuidado, os presos Carlos Costa e Alberto Youssef, que se encontravam no interior da cela 2, rapidamente acionaram a descarga do sanitário”, contou um dos agentes.

Segundo o agente, Youssef e Costa “logo saíram aparentando certo desconcerto, perguntando-nos se havia acontecido algo de diferente”. Os agentes então acionaram o delegado federal Ivan Ziulkowski, responsável pela Custódia na sede da PF. Para a autoridade policial, Costa contou a versão de que tudo foi um ‘mal entendido’, apesar do cheiro da maconha sentido pelos três policiais.

“Tratava-se de cigarro feito com chá (de hortelã) e papel bíblico”, escreveu o agente, ao registrar o que dissera Costa no Comunicado de Ocorrência do Núcleo de Custódia da PF de Curitiba, do dia 30 de julho.

“Para comprovar o fato, o delegado Ivan determinou que fosse confeccionado outro ‘cigarro’ idêntico ao que o preso alegou ter utilizado”, conta o agente. Costa, que assumiu ter feito o cigarro de hortelã, foi preso como funcionário do doleiro nos esquemas de desvios da Petrobras.

Fonte: Agência Estado

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