Política
Publicado em 10/04/2015, às 06h00 Reprodução Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)
"A decisão de estar na secretaria de finanças do PT não pertence a mim, mas ao diretório nacional do partido. Essa decisão será discutida e terá resultado", afirmou Vaccari. "Ao diretório nacional, até o dia de hoje não foi apresentada nenhuma proposta de que eu me afaste da secretaria de finanças", completou.
O sub-relator da CPI, deputado Altineu Côrtes (PR-RJ), afirmou que há "setores do partido" que pedem a saída de Vaccari da secretaria e do partido por ele estar sendo apontados por delatores da Lava Jato como arrecadador de propinas de empresas contratadas pela Petrobras.
Segundo o jornal "Folha de S.Paulo", o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está entre os que defendem o afastamento imediato de Vaccari. Há também petistas do Rio Grande do Sul, entre eles o ex-governador Tarso Genro, e de Santa Catarina que pedem a saída do tesoureiro.
Mais cedo, o líder do PT na Câmara, deputado Sibá Machado (PT-CE), afirmou que os membros do partido que pedem o afastamento do tesoureiro estão "fora do eixo" e que a saída da Vaccari seria criminalizá-lo antecipadamente.
Vaccari é acusado pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco de receber US$ 300 mil para a campanha presidencial da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2010. Para o Ministério Público Federal, Vaccari intermediou o pagamento de propinas ao PT. As doações teriam sido encaminhadas ao partido por meio de doações oficiais entre os anos de 2008 e 2010.
Publicada no dia 9 de abril de 2015, às 13h29