Política

Nilo articula com Clóvis Ferraz e Edson Pimenta criação do PL na Bahia

Publicado em 01/06/2015, às 07h03      David Mendes (Twitter:@__davidmendes)

O senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, afirmou que o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelo Nilo (PDT), nunca o procurou para tratar de uma possível filiação sua ao partido.

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Presente no encontro do PT da Bahia neste sábado (30), Otto informou à reportagem do Bocão News que o destino de Nilo deverá ser o PL. Em discurso ontem no evento dos petistas baianos, em Salvador, o chefe do Legislativo baiano anunciou a saída do PDT, onde mantém uma ferrenha disputa pelo comando da sigla com o deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT). O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, já mandou avisar que Nilo não deixará o partido.


Pedetistas avaliam que Nilo anunciou saída do partido no calor da emoção

Entretanto, no meio da semana, Marcelo Nilo foi à Brasília para tratar do seu futuro político. O presidente da Alba se reuniu a portas fechadas com o presidente nacional do PSD, ministro Gilberto Kassab. À reportagem, Otto revelou que foi ele quem marcou uma audiência de Nilo com Kassab na capital federal. “Nunca discutimos a possibilidade de Nilo vir para o PSD”, reforçou Otto.

Ainda conforme o senador Otto, além de Nilo, os ex-deputados Clóvis Ferraz (PSD) e Edson Pimenta (PSD) também articulam a ida para o novo PL, projeto que está nacionalmente sob a articulação de Kassab. “Inclusive o próprio Alan Sanches pode ir para o PL”, disse, após revelar que está de relações cortadas com o deputado estadual, que deve deixar o PSD junto com seu filho, o vereador de Salvador, Duda Sanches.

A improvável ida de Nilo para o PSD, principalmente após aprovação e sanção da lei que dificulta a criação e fusão de partidos políticos com menos de cinco anos de fundação, além do veto da presidente Dilma Rousseff ao trecho que determinava, no caso de fusão entre siglas, a abertura de uma janela de 30 dias para políticos com mandato migrarem sem serem enquadrados na lei de infidelidade partidária, que prevê a perda do mandato, dificultou a fusão do PSD com o  PL, que pedeu força. Com isso, Marcelo Nilo poderá ter a chance de ter um partido para chamar de seu.

Matéria originalmente postada dia 31

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