Política
Publicado em 10/09/2015, às 17h08 Arquivo / Bocão News Victor Pinto (Twitter: @victordojornal)
Aquele que foi um dos partidos mais fortes dentro da Câmara de Salvador, o PTN deve sofrer o maior baque na redução de bancadas que deve acontecer na Casa até o fim de setembro. As saídas do chefe da Limpub, Tiago Correia (vereador licenciado); Atanázio Júlio; Kiki Bispo e Beca e uma possível migração de Carlos Muniz da sigla para o PROS podem transformar o ninho petenista em um partido de um homem só: Toinho Carolino, atual líder do grupo.
Outras agremiações também reduziram sua força na Casa, como o PSD, que perdeu seu único representante, Duda Sanches - vai para o DEM -, e o PSL, com a saída de Leandro Guerrilha para o PDT, no mesmo rumo de Kiki. Mas nada é comparado com o PTN por conta da sua estrutura colossal no início do mandato e sua atual conjuntura “na boca” da eleição.
Toinho Carolino pode ficar sozinho na bancada até o fim do ano, caso Muniz também saia da sigla
O fato é reflexo da troca de posição da sigla: saiu da base de Neto e ingressou no governo de Rui Costa (PT). Nos bastidores políticos, o fato é tido como reflexo da vingança política do prefeito aos Bacelar (Maurício – chefe do Detran e João Carlos – deputado federal). A articulação também deverá refletir na Assembleia Legislativa da Bahia.
Questionado, o próprio Toinho negou que existe a tentativa de vingança do chefe do Palácio Thomé de Souza. "Os vereadores saem porque eles querem. Não acho que o prefeito tem obrigado ninguém", afirmou.
Sobre a queda do número de vereadores que compõe o colegiado, o parlamentar municipal comentou que o assunto "faz parte da vida política". "Não estou surpreendido. Mas agora é a hora do partido se organizar e no pleito do próximo ano reestruturar essa bancada", finalizou.
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