Política
Publicado em 17/07/2016, às 07h33 Gilberto Júnior // Bocão News Redação Bocão News
De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo deste domingo (17), as informações sobre os frequentadores do escritório de Funaro serão reveladas pelo sócio dele, o empresário Alexandre Margotto, que negocia um acordo de delação premiada com os procuradores da força-tarefa. Ele garante que possui detalhes sobre tratativas de políticos e autoridades que frequentavam o escritório que mantinha com o corretor Lúcio Funaro, entre eles o atual ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.
Procurado pelo jornal paulista, o peemedebista baiano teria confirmado as visitas, mas não deu detalhes dos assuntos que tratou com o corretor, a quem chama de “um conhecido”.
O empresário Margotto é acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de receber parte das propinas supostamente pagas por empresas a Cunha e Funaro, em troca da liberação, pela Caixa, onde trabalhava, de investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Alvo de mandado de busca e apreensão na Sépsis, ele era sócio do ex-vicepresidente de Fundos e Loterias do banco Fábio Cleto, cujo acordo de colaboração baseou a denúncia oferecida pela PGR ao Supremo Tribunal Federal.