Política

Ação que pode tirar mandato de Benito Gama deve ser julgada no dia 26

Publicado em 25/01/2017, às 10h01      Aparecido Silva

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) marcou para a próxima quinta-feira (26) o julgamento da ação de impugnação do mandato do deputado federal Benito Gama (PTB), que é acusado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de abuso de poder econômico e graves irregularidades nas contas de campanha. 

O relator do processo na Corte eleitoral, o juiz Gustavo Mazzei Pereira, deu seu parecer pela improcedência da ação. Seu relatório foi acompanhado pelo juiz Marcelo Junqueira Ayres Filho.

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No entanto, após os dois votos pela improcedência da acusação, o juiz Paulo Roberto Lyrio Pimenta pediu vistas do processo no final de novembro de 2016. Os demais juízes José Edivaldo Rocha Rotondano, Fábio Alexsandro Costa Bastos e Patrícia Cerqueira Kertzman Szporer não votaram e aguardam a devolução do pedido de vista do colega Lyrio Pimenta.

De acordo com a denúncia, Gama teria subcontratado serviços de terceiros e por meio destes adquiriu bens destinados à campanha eleitoral e não os declarou na prestação de contas, fugindo do controle efetivo dos gastos eleitorais.

A campanha do deputado figurou no rol das mais caras do Brasil para a Câmara dos Deputados, com gasto total de quase R$ 6 milhões, sendo R$ 4,5 milhões despendidos na prestação de serviços de terceiros.

De acordo com representação feita pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), a campanha do parlamentar repassou a lideranças políticas, entre eles ex-prefeitos, ex-vereadores e até mesmo pastores evangélicos, vultosas quantias, a fim de obter apoio e retorno eleitoral.

Durante a apuração do caso, diversos candidatos confirmaram ter recebido dinheiro para campanha, entre eles o candidato a prefeito derrotado em 2012 em Jaguaquara, que recebeu R$ 300 mil. Todos declararam ao Ministério Público Eleitoral que receberam o dinheiro para exercer a função de coordenadores da campanha e contratar pessoas para divulgá-la e realizar ações como pintura de muros, afixação de publicidade, distribuição de santinhos e outros materiais.

Na prestação de contas, Gama teria declarado despesas de R$ 152,8 mil, bem ao longe dos R$ 4,5 milhões gastos. Os procuradores Regionais Eleitorais Ruy Mello (titular) e Mário Medeiros (substituto) afirmam que Benito Gama “burlou, sem reservas, os ditames legais para colocar nas mãos de terceiros a responsabilidade de empregar o dinheiro de sua campanha, fugindo assim do controle efetivo dos gastos eleitorais exigido pela legislação de regência”. 

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Publicada originalmente dia 24

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