Política

Otto Alencar diz que ministros não tinham compromisso com a lei eleitoral

Publicado em 10/06/2017, às 19h00   Gilberto Júnior//BNews   Guilherme Reis

O senador Otto Alencar (PSD) não recebeu com surpresa o resultado do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, por 4 votos a 3, decidiu pela absolvição. Na avaliação do parlamentar, o Planalto já esperava o desfecho do processo. “Já era de conhecimento. Eles [os ministros] não tinham compromisso com a lei eleitoral. Desde o início da leitura do relatório, Gilmar Mendes tentou intimidar o relator Herman Benjamin. Isso gravado na história como um ato cênico na tentativa de salvar o presidente”, disse em entrevista ao BNews, na manhã deste sábado (10).

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Otto acredita que, a partir de agora, a pressão do Palácio do Planalto se direcionará ao Ministério Público e ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que deixará a PGR em setembro, quando Michel Temer indicará seu substituto. “Ele [Temer] vai atrás de alguém que se submeta”, prosseguiu o senador. “O Brasil não se sente bem governado por Temer, um homem frágil, pusilânime sentado naquela cadeira. Mas ele insiste em continuar no poder, olhando o lado de seus familiares independente dos problemas que se intensificam no Brasil, o desemprego, fechamento de fábricas…”.

Ainda de acordo com Otto, depende agora da Câmara decidir ou não pelo afastamento do presidente. Com pelo menos 16 pedidos de impeachment protocolados, Temer, segundo o parlamentar, fará distribuição de cargos e benesses aos deputados. “Os partidos estão divididos [sobre a aliança com Temer]. A lei eleitoral precisa ser mudada, temos hoje uma fábrica de partidos sem representatividade. Senão nenhum presidente poderá governar o Brasil”, acrescentou.

Publicada originalmente em 10/06 às 11h

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