Política
Publicado em 13/09/2019, às 06h54 Arquivo / BNews Victor Pinto
O governador da Bahia, Rui Costa (PT), abriu o jogo sobre o que pensa do cenário nacional em entrevista à revista Veja. Em um tom de pré-candidato à presidência, o petista afirmou que o “Lula Livre” não deve ser parâmetro essencial para o PT fechar alianças, contudo, disse que o partido não deve abrir mão da bandeira.
“Não, não acho que esse é o ponto que deve ser usado pelo PT para condicionar qualquer diálogo com as oposições para formar uma frente. Mas o PT não deve nem pode abrir mão dessa bandeira. Hoje mais do que nunca está claro que Lula não teve direito a um julgamento justo. A condenação no caso do tríplex é uma aberração gigantesca”.
O governador, quando indagado sobre a sua opinião da falta de autonomia do PT na relação com o Lula, Rui confirmou ser grande o peso do ex-presidente.
“Acabei de afirmar que o partido precisa ter uma presença mais capilar na sociedade. E, à medida que isso ocorrer, você diminuirá a liderança individual de todas as pessoas, porque todo mundo passará a ser ouvido. O maior desafio do PT é se reconectar com a sociedade brasileira. Para muita gente, foi o PT que criou a corrupção. Isso é uma falácia. A acusação que se pode fazer ao partido é de não ter correspondido à esperança de que ele enfrentaria aquele modelo político que existia no Brasil”.
“O Lula é intrínseco ao PT. O debate não tem de ser com ou sem ele. Mas o cenário mundial mudou, a economia mudou. É preciso um novo olhar sobre gestão pública. Nos governos petistas, sistemas de água e esgoto foram financiados pela União”, completou ao se indagado de seria o momento de pensar um PT pós-Lula.