Política

Otimista com negociação da greve de ônibus, prefeito não revela plano B

ACM Neto dise que não entrou nas negociações antes porque a prefeitura não seria a principal responsável em negociar  |  

Publicado em 26/05/2014, às 13h06      Lucas Franco (Twitter: @lucasfranco88)

A greve de rodoviários em Salvador, programada para meia-noite desta terça-feira (27), dependerá da negociação entre rodoviários, empresas de ônibus e Ministério Público do Trabalho (MPT). No entanto, o prefeito disse em entrevista coletiva no Palácio Tomé de Sousa, nesta segunda-feira (26), que está otimista com um desfecho positivo, embora não revele o que será feito caso a paralisação se concretize. “O plano de contingência [de ônibus] está pronto, mas não apresentaremos porque confiamos que não haverá greve”. 
As reivindicações vão de reajuste salarial de 15%, que pode ser concedido pelas empresas de ônibus, a diminuição da jornada de trabalho, que só poderá ser concedida em caso de aprovação de Projeto de Lei no Senado. “Pedi a Renan Calheiros [presidente do Senado] e Romero Jucá [vice-presidente do Senado] para diminuir jornada de trabalho [para seis horas por dia, o que depende de votação no senado]. Outras coisas vão avançar. A ida para Brasília [na terça-feira (27)] é para evitar a paralisação”, diz ACM Neto.
O alcaide voltou a afirmar que neste ano haverá nova concessão de empresas de ônibus e disse que não entrou nas negociações antes porque a prefeitura não seria a principal responsável de cumprir as reivindicações. “Eu faço esforço para a greve não acontecer, mas diferente do que aconteceu com o plano de cargos e vencimentos, em que a prefeitura responde pelos servidores, as empresas de ônibus representam o patronato nesta situação”, disse o prefeito, que na coletiva de imprensa também apresentou, ao lado do secretário de gestão, Alexandre Pauperio, o plano de cargos e vencimentos. “Poderia ter me mantido distante, para que os rodoviários se resolvessem com as empresas de ônibus”, completou ACM Neto.

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