Política
Publicado em 07/08/2026, às 13h50 BNEWS / Arquivo Anderson Ramos
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) não vai tomar posse de imediato da cadeira reservada para ele no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). No próximo domingo (9), o conselheiro e presidente da Corte, Francisco de Souza Andrade Netto, vai completar 75 anos, e será forçado a se aposentar. Com isso, o cargo ficará vago até o governador Jerônimo Rodrigues (PT) oficializar a indicação.
Em maio, a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou o deputado para a vaga para a Corte de Contas. Dos 59 deputados estaduais presentes na sessão, 51 foram favoráveis a sua candidatura e apenas um voto foi contrário, além de uma abstenção.
Ao BNews, o parlamentar revelou que não pretende assumir a vaga por agora. Ele afirmou que só vai tomar posse do cargo após as eleições.
“A vaga será aberta na segunda-feira (10) com a aposentadoria de Francisco Neto, mas ainda não tenho previsão de assumir. Estou na campanha de minha esposa Denise e se eu assumir o cargo não posso mais participar de nenhum ato político, por isso só vou assumir depois das eleições”, explicou o ex-presidente da Alba. Denise Menezes, esposa de Adolfo, é candidata a deputada estadual.
Questionado sobre o andamento da pré-campanha, ele foi enfático ao criticar a atuação de ex-prefeitos na busca por votos.
Está uma loucura completa, como sempre foi, mas esse ano está pior. Tem muitos candidatos que foram prefeitos e estão dificultando campanhas adversárias. A concorrência está muito desleal”, desabafou.
A última sessão antes da aposentadoria de Francisco Netto aconteceu nesta quinta-feira (6), quando foi aprovada uma proposta de homenagem a ele em uma sessão especial a ser realizada nos próximos dias.
Ele não participou da sessão desta quinta, porque preferiu cumpriu um último compromisso oficial e viajou para Brasília para entregar pessoalmente ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), o livreto com o registro e a íntegra dos discursos da sessão em que ele foi distinguido com a comenda “Deputado Luís Eduardo Magalhães”, do TCM-BA, em março, por seu empenho para a aprovação da chamada “PEC da Essencialidade” – que reconheceu os tribunais de contas como órgãos permanentes e essenciais do estado brasileiro.
O conselheiro exerceu a magistratura de contas durante os últimos 27 anos, e foi eleito oito vezes para o exercício da presidência – num total acumulado de 15 anos.
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