Política
Publicado em 21/10/2026, às 20h37 Reprodução/Redes sociais e Instagram/@richarlison Analu Teixeira
O advogado Willer Tomaz, apontado como próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL), acionou a Justiça para pedir a remoção de vídeos publicados pelo atacante Richarlison sobre a disputa pela posse de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. O pedido ocorre em meio à troca de acusações entre os dois sobre a aquisição do imóvel.
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Na ação, Tomaz sustenta que o jogador divulgou informações falsas e pede, além da retirada das publicações, que Richarlison seja impedido de fazer novas postagens com conteúdo semelhante, sob pena de multa. O advogado afirma que a iniciativa não pretende restringir a liberdade de expressão do atleta, mas responsabilizá-lo por declarações que considera falsas.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, a Justiça negou o pedido de urgência em agosto. Um dos argumentos foi que os vídeos haviam sido publicados nos Stories do Instagram, formato em que as postagens desaparecem após 24 horas.
A disputa ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (21), quando Richarlison publicou outro vídeo sobre o caso. O atacante afirmou ter investido cerca de R$10 milhões na aquisição do imóvel, em 2020, incluindo pagamentos a antigos ocupantes, reformas e medidas de segurança para evitar invasões.
“Indenizamos todos os antigos moradores, com acordo em cartório, e a Justiça do Rio de Janeiro validou a nossa posse. Fizemos tudo dentro da lei”, declarou o jogador.
Richarlison também afirmou que o processo de regularização da propriedade ficou parado no governo federal. Segundo a versão apresentada pelo atleta, nesse intervalo, Tomaz teria reativado uma empresa que estava inapta desde 2018 e cujos sócios já haviam morrido para conseguir a posse do imóvel. O jogador ainda acusa o advogado de ter enganado uma viúva de 78 anos.
Tomaz nega as acusações, em nota, o advogado afirma que Richarlison teria feito pagamentos a posseiros, e não à proprietária legal do imóvel. Ele também sustenta que a empresa Sport 70, ligada ao atacante, perdeu a disputa judicial em todas as instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), com decisões definitivas.
Richarlison afirma ter comprado a mansão por meio de uma empresa da qual é sócio, mas a posse do imóvel passou a ser objeto de uma longa disputa judicial. Em 2022, uma decisão judicial transferiu a posse para Willer Tomaz, que afirma ter adquirido regularmente os direitos de ocupação por meio da empresa WT Administração de Imóveis.
O caso chegou ao STJ e, após uma decisão desfavorável à empresa ligada ao jogador, Richarlison desistiu do processo, conforme informações publicadas pelo O Globo.
Flávio Bolsonaro também foi citado na controvérsia, segundo as informações divulgadas, o senador chegou a visitar o imóvel e foi incluído como testemunha no processo. Tomaz nega que Flávio tenha integrado a disputa judicial.
Enquanto o advogado defende que a posse foi reconhecida pela Justiça, Richarlison afirma que pretende recuperar a propriedade. As versões sobre a aquisição e a ocupação do imóvel seguem em conflito.