Esporte
por Bernardo Rego
Publicado em 21/10/2026, às 09h43
O centroavante do Tottenham,da Inglaterra, Richarlisson, usou as redes sociais para falar a respeito da compra de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, avaliada em R$ 10 milhões. O atleta, de 29 anos, mostrou o documento onde firmou um acordo na Justiça do Rio de Janeiro provando que fez a compra dentro da lei.
"O Willer Tomaz me desafiou a provar que eu comprei a minha casa na Ilha Comprida de forma legal. Eu e o deputado Alencar compramos a área em outubro de 2020. Investimos cerca de 10 milhões de reais entre pagamento aos antigos posseiros (R$4.660 milhões), reformas e segurança contra INVASÕES. Indenizamos todos os antigos moradores, com acordo em cartório e a Justiça do Rio de Janeiro validou a nossa posse. Fizemos tudo dentro da lei", iniciou o jogador.
"A recompensa? O nosso pedido de regularização foi jogado na gaveta do Governo Federal (SPU) por 10 meses. Enquanto isso, o grupo do advogado ressuscitou uma empresa (inapta desde 2018), com sócios já falecidos, e ludibriou uma viúva de 78 anos para tomar a nossa ilha. O que o Governo Federal fez? Aprovou a transferência do patrimônio para a empresa deles a jato, numa “modalidade especial”. Ganhamos na Justiça de Angra dos Reis, mas tudo começou a mudar quando o Willer contratou um advogado filho de um ministro do STJ. Aí, mudaram a sentença e se sentaram em cima do processo! Hoje a ilha está no nome de uma empresa (WT Administração) presidida por uma senhora que confessou ser empregada doméstica", acrescentou o atleta.
"Eu quero a ilha de volta, com a casa reconstruída do mesmo jeito que estava antes de você demoli-la. Abaixo estão os números de todos os processos e investigações. O dossiê completo, com recibos, contratos e conversas, já foi entregue a jornalistas investigativos independentes e às autoridades", concluiu o jogador.
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O caso envolve a Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda., empresa ligada a Richarlison e ao então empresário Renato Velasco, que sustentava ter adquirido regularmente o imóvel. A propriedade de alto padrão conta com 11 suítes, piscina, quadra de tênis, heliponto, praia privativa e cachoeira.
A disputa se intensificou quando a WT Administração de Imóveis e Bens S.A., vinculada ao advogado Willer Tomaz, reivindicou direitos possessórios sobre a propriedade com base em contratos anteriores. O conflito foi levado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e, posteriormente, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A polêmica teve início em 2020, quando uma empresa ligada a Richarlison adquiriu os direitos de ocupação da propriedade. Posteriormente, a posse passou para uma empresa vinculada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é testemunha no processo.
Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o entendimento favorável à empresa de Tomaz. As ações judiciais foram encerradas após a desistência dos autores.
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