Esporte
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 20/10/2026, às 18h48 - Atualizado às 18h52
A torcida do Paris Saint-Germain (PSG) preparou uma provocação em clima de terror para o confronto contra o Barcelona, nesta terça-feira (20), pela Champions League. No setor Auteuil, uma das principais áreas ocupadas pelos torcedores organizados do clube francês, uma enorme faixa inspirada em filmes de terror retratou o personagem Michael Myers com uma motosserra ensanguentada, cortando o estandarte da equipe espanhola.
A composição fez referência às franquias “Halloween” e “O Massacre da Serra Elétrica”.
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Na imagem, o personagem aparecia vestindo uma camisa do PSG por baixo de um avental e segurando a ferramenta ensanguentada. Durante a exibição, efeitos de faíscas foram acionados na altura da motosserra desenhada. A mensagem estampada na coreografia era “Massacre à parisienne”, expressão que faz alusão ao título francês de “O Massacre da Serra Elétrica.
Avec les étincelles, c'est mieux ✨ https://t.co/dWoyH2QEzE
— Andréa La Perna (@A_LaPerna) October 20, 2026
O espetáculo havia sido anunciado pelo locutor do estádio antes do início da partida e a preparação ficou a cargo dos torcedores do setor Auteuil e passou pela aprovação prévia do PSG, procedimento adotado pelo clube para grandes bandeiras e coreografias organizadas nas arquibancadas.
A autorização para esse tipo de apresentação, porém, não significa que todas as mensagens exibidas pela torcida tenham o mesmo tratamento. Faixas com manifestações políticas ou sociais podem gerar reações diferentes da direção.
Cerca de dez dias antes, durante uma partida contra o Le Mans, o clube retirou uma faixa com a mensagem “Suas milícias reprimem, nossa juventude resiste”. A frase fazia referência aos protestos sociais que mobilizam a França nas últimas semanas Em reação à retirada, integrantes do Collectif Ultras Paris, grupo organizado de torcedores do PSG, deixaram as arquibancadas temporariamente.
El apoyo a las protestas estudiantiles alcanzó a las tribunas. En la del París Saint-Germain, el Collectif Ultras Paris exhibió una bandera contra Le Mans por la Ligue 1 en el Parque de los Príncipes: “Vuestras milicias reprimen, nuestra juventud resiste”. Fue retirada por la seguridad. La tribuna Auteuil se vació durante largo rato. “El PSG se queda en el Parc des Princes”, decía otra bandera ante la intención de Qatar, propietario del club, de construir un nuevo estadio. La mayoría de los hinchas del bicampeón de la Champions provienen de la banlieue, el extrarradio parisino. “Alto a las violencias policiales desproporcionadas y sistemáticas”, pidió la bandera de los Red Tigers, del Lens, en la tribuna Marek del estadio Bollaert-Delelis, ante Lyon por la Ligue 1 (un estudiante de 15 años perdió una mano por una granada en Lens). El órgano ético de la Federación Francesa de Fútbol instó a los hinchas a “respetar el principio de neutralidad” para “garantizar que el estadio no se convierta en un campo de batalla político o sindical”. El 22 de mayo, Macron había sido abucheado por hinchas del Lens cuando entró al campo antes de la final de la Copa de Francia (el Lens le ganó 3-1 a Niza y logró su primer título de copa). El jueves, en el Olympique de Marsella-Olympiacos en el Stade Vélodrome por la Europa League, los South Winners 1987 colgaron una pancarta en la Virage Sud: “Solidaridad con nuestra juventud”.
— Roberto Parrottino (@rparrottino) October 20, 2026
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