Política
Publicado em 27/05/2025, às 17h48 Carolina Papa / Bnews Carolina Papa e Héber Araújo
A vereadora e líder da oposição, Aladilce Souza (PCdoB), afirmou em entrevista ao Bnews, que o prefeito Bruno Reis (União Brasil) está tentando reparar um erro da prefeitura com os servidores municipais. Para ela, o problema se agravou após a gestão interromper os diálogos com os professores, além de mandar um projeto para a Câmara Municipal de Salvador (CMS) em regime de urgência, sem dar tempo para apreciação.
“Acredito que o prefeito esteja fazendo um esforço de consertar um erro da prefeitura, porque por um lado, ele interrompeu a negociação com professores e conservadores, e por outro lado, ele jogou para a Câmara Municipal um projeto sem acordo para a gente aprovar em regime de urgência. Sem nós da Câmara Municipal termos tido a oportunidade de aprofundar os estudos, de conhecer o orçamento para a educação”, disse a vereadora.
De acordo com Aladilce, uma matéria que trata sobre a política salarial de Salvador deve ser analisada com calma de forma pública. “Então, foi um erro do prefeito suspender o diálogo com os servidores e mandar para a Câmara uma matéria para a gente aprovar em regime de urgência. Isso não deve ser feito. Espero que o prefeito atenda e nós queremos propor que, para recompor inclusive a relação entre servidores e executivo”, completou a vereadora ao cobrar o pagamento do piso.
Apesar de Aladilce pedir que o prefeito reabra o debate com os servidores municipais, o prefeito já havia afirmado, na manhã desta terça-feira (26), que em nenhum momento encerrou a as conversas com os representantes do sindicato.
O prefeito ainda disse que o assunto já chegou em seu limite e que ele, junto com a Câmara Municipal, “sepultaram” as acusações de que o município não paga o piso para professores.
“Nós aprovamos um reajuste indo além do possível que a prefeitura pode assumir”, completou o prefeito.
Após a líder da oposição dizer que Bruno Reis está tentando reparar um erro, a vereadora fez um discurso em meio a manifestantes que interditam a Rua Chile. A comunista diz que o prefeito é responsável pela crise provocada pela greve dos professores. Segundo ela, foi ele que “se levantou da mesa de negociação” e não firmou acordo com os sindicatos.
A parlamentar também destacou que não permitirá que nenhum projeto de reajuste salarial ou remuneração irá tramitar na CMS em regime de urgência. Sendo realizada ainda uma sessão pública e com discussão profunda sobre o tema.
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