Política

Bruno Reis revela como prefeitura vai pagar piso dos professores e critica invasão na Câmara: "Não é hora de fazer política"

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Prefeito de Salvador diz que piso salarial será pago após vencimento, com gratificações; entenda  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes sociais

Publicado em 27/05/2025, às 10h40 - Atualizado às 10h49   Matheus Simoni e Daniel Serrano



O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), convocou um pronunciamento nesta terça-feira (27) para se manifestar sobre o Projeto de Lei de nº 174/25, aprovado na Câmara Municipal de Salvador, que dispõe sobre o reajuste dos servidores, entre eles os professores da rede do município. O texto foi aprovado sob protestos de manifestantes da categoria, que chegaram a invadir a sessão para cobrar diálogo com os vereadores.

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Bruno afirmou que assinou a sanção do projeto e disse que a prefeitura da capital baiana concedeu o maior reajuste para trabalhadores no país. De acordo com o prefeito, no que diz respeito aos trabalhadores da educação, o piso será alcançado por conta das gratificações garantidas pela gestão municipal, fazendo com que o piso seja alcançado no vencimento dos servidores.

"Para os professores, é um ganho real de 45,3%, acima da inflação do período. Implantamos o plano de cargos e salários da Guarda Municipal e da Transalvador, categorias que esperavam há tanto tempo, além dos agentes de saúde e de endemias. Pagamos quase três salários em média", disse Bruno, durante pronunciamento. 


"É o maior reajuste que eu estou dando. É o maior reajuste do Brasil em relação a outras cidades. Recife deu 3% aos professores, sendo que 1,5% ao restante dos outros professores", disse o gestor.


Ainda de acordo com Bruno Reis, 11% da arrecadação da cidade será destinada a pagar os profissionais da Educação. "Nós aprovamos um reajuste indo além do possível que a prefeitura pode assumir", destacou o prefeito.


Ainda de acordo com Bruno Reis, a invasão provocada por manifestantes ficou marcada como uma cena trágica para a política baiana. O prefeito destacou que processos administrativos serão instaurados para averiguar ilegalidades cometidas por servidores. "Dia lamentável e triste para a nossa cidade. É inadmissível o que a Câmara aconteceu. Estávamos tratando de reajuste, de algo possível de ser feito, acima do que governo federal e estado fizeram", afirmou Bruno. 


"Não é hora de fazer política, é hora de resolver a vida das pessoas. Tem milhares de mães e pais sem poder trabalhar porque as crianças estão em casa. Quero demonstrar minha total solidariedade aos vereadores. Não é com agressão que vão votar as coisas. Aqui estão verdadeiros representantes do povo", disse.


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