Política

Davi Alcolumbre se solidariza e defende presunção de inocência de Jaques Wagner

Senador baiano foi alvo de operação de busca e apreensão nesta quinta-feira (18)  |  Carlos Moura / Agência Senado

Publicado em 18/06/2026, às 11h53   Carlos Moura / Agência Senado   Anderson Ramos

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), prestou solidariedade a Jaques Wagner (PT) após o líder do governo Lula na Casa ter sido alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18). 

Em entrevista coletiva nesta manhã, Alcolumbre defendeu a presunção de inocência de Wagner e criticou as condenações antecipadas sobre o caso. 

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Precisamos entender que ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado. E todos nesse país podem ser investigados, isso é normal no estado democrático de direito. Mas todos têm que ter a presunção de inocência. Seja ele senador ou deputado federal do PT, ou seja ele senador ou deputado federal do PL", afirmou Alcolumbre.

"Um homem público, quando sofre uma operação, ele já está condenado para a opinião pública. Esse mantra de que todo mundo é culpado antes que se prove o contrário está errado no Brasil. Minha solidariedade integral a um colega senador da República", complementou o senador. 

Operação

A investigação da PF apura se um imóvel de luxo no valor de R$ 2,5 milhõesseria uma espécie de propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master ao petista.

A família de Wagner também é alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (18) autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) na Bahia, São Paulo e Distrito Federal.

A PF encontrou diálogos e outros elementos que indicaram a existência da transação, que seria uma contrapartida por ações do senador a favor dos interesses do Master e de Augusto Lima.

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