Política
Publicado em 14/06/2024, às 13h48 Marcelo Camargo/Agência Brasil Daniel Serrano
Figura histórica do PSDB, partido que se filiou em 1997, o ex-senador Aloysio Nunes decidiu a sigla na última quinta-feira (13), mesmo dia que a sigla lançou a pré-candidatura do apresentador José Luiz Datena a prefeito de São Paulo.
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Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta sexta-feira (14), Nunes disse que a sua saída do PSDB acontece em meio a uma série de divergências que acontecem desde as eleições presidenciais de 2022, quando o partido optou pela neutralidade enquanto ele apoiou Lula contra Jair Bolsonaro.
“São muitas [para ter deixado o PSDB], foram se acumulando desde a última eleição presidencial quando o PSDB se declarou neutro. Eu considerei errado que um partido que tivesse democracia no nome mantivesse uma posição indiferente na eleição de um fascistoide como o então presidente Jair Bolsonaro. De lá para cá, as divergências foram se tornando cada vez mais claras, a ideia de ser contra os dois extremos como se o governo Lula fosse extremista”, disse.
O ex-senador confirmou que a pré-candidatura de Datena está entre os fatores que o fizeram deixar o partido, mas garantiu que o problema não é o apresentador, mas a "ausência completa de projeto”.
“Acho que a escolha de ter uma candidatura própria é legítima, como é legítimo fazer uma aliança com o Ricardo Nunes (MDB) ou com a Tabata Amaral (PSB). O que me parece ser uma atitude oportunista é escolher alguém que não tem nenhuma vinculação com a política do PSDB nem com uma política do campo democrático do país para representar uma eleição de uma cidade como São Paulo. Nada contra o Datena, mas ele não tem condições de representar o PSDB, ainda mais em uma eleição da importância da eleição de São Paulo”, afirmou.
“O problema não é o Datena em si, é a maneira, a forma de se colocar atrás do Datena para encobrir a sua ausência completa de projeto”, acrescentou.
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