Política
Publicado em 20/10/2026, às 12h23 Reprodução/ Redes Sociais Bernardo Rego
O advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, apostou R$ 4,8 milhões na Bet7K, operada pelo grupo Ana Gaming, alvo da Polícia Federal no âmbito da Operação Narco Bet por suspeita de lavar dinheiro do PCC.
Segundo informações divulgadas pelo colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles, dados do Ministério da Fazenda mostram que Willer depositou inicialmente R$ 1,3 milhão e se tornou R$ 4,3 milhões em movimentações com jogos eletrônicos on-line na Bet7K, patrocinadora do Santos Futebol Clube.
Ainda conforme o colunista, Rodrigo de Paula Morgado, apontado como contador do PCC, articulou o fluxo financeiro que resultou no pagamento de licenças para a operação da Bet7K.
As investigações suspeitam de que as apostas e transferências entre diferentes contas ligadas a Willer tenham sido utilizadas como mecanismo para ocultar a origem e o destino do dinheiro. À Justiça o advogado disse sofrer de ludopatia, doença conhecida como vício em apostas, e apontou falhas no funcionamento da Blaze.
Em nota à coluna, a defesa de Willer Tomaz se pronunciou. “É leviana e ofensiva a tentativa de associar o advogado Willer Tomaz ao crime organizado pelo simples fato de ter jogado, como cliente, em uma plataforma autorizada pelo Ministério da Fazenda e frequentada por milhões de brasileiros. Ele usou dinheiro próprio e declarado e jamais manteve qualquer vínculo societário ou comercial com a empresa ou com seus controladores. Se há suspeitas sobre a operadora, cabe às autoridades apurá-las. Transferir ao apostador a responsabilidade por eventuais atos da casa de apostas não é jornalismo, é ilação."
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