Política

Apelo de Michelle Bolsonaro a Fux na Paulista causa climão entre o magistrado e colegas do STF

Pedido de vista de Fux no julgamento de uma réu do 8 de janeiro levanta questões sobre nova postura e reação dos colegas  |  Nelson Jr/SCO/STF

Publicado em 08/04/2025, às 07h33   Nelson Jr/SCO/STF   Yuri Pastori

O apelo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao ministro Luiz Fux no ato a favor da anistia, no último domingo (06), gerou um climão entre o magistrado e os outros integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a jornalista Bela Megale de O Globo, os ministros avaliam que Fux "deu munição" para Michelle criticar as penas, consideradas por ela "exageradas", aplicadas aos envolvidos no 8 de janeiro. 

"Luiz Fux, eu sei que o senhor é um juiz de carreira e o senhor não vai jogar o seu nome na lama", disse Michelle aos manifestantes na avenida Paulista, ao citar o caso de uma idosa que está entre os réus do 8 de janeiro, além de Cleriston Pereira da Cunha, que foi preso por ter participado dos atos golpistas e morreu antes do seu julgamento. 

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O que mais incomodou os ministros é que Fux acompanhou o relator em praticamente todas as 500 condenações sobre o 8 de janeiro e adotou uma nova posição justamente no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), que foi transmitido ao vivo por vários canais de TV. No julgamento, Fux pediu vista e disse que ia rever a pena da cabeleleira Débora Rodrigues, que pichou a estátua 'Justiça' em frente ao STF com um batom. O caso dela virou símbolo dos bolsonaristas para defender o projeto de anistia.

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