Política

Após fala polêmica, presidente da Câmara diz que projeto de anistia não é prioridade

Presidente Hugo Motta se reuniu com parlamentares e magistrados para discutir sua declaração sobre os eventos de 8/1  |  Divulgação | Agência Câmara

Publicado em 11/02/2025, às 10h47   Divulgação | Agência Câmara   Cadastrado por Lucas Pacheco

Após fala polêmica sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023, não considerando os atos como golpistas, o presidente recém-eleito da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), garantiu a parlamentares e magistrados que o projeto de anistia não é prioridade. 

Na última semana, Motta, além de afirmar não enxergar os ataques como uma tentativa de golpe de estado, apontou que houve um desequilíbrio nas penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos. 

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O paraibano garantiu aos parlamentares e magistrados com os quais se encontrou que a fala é apenas uma opinião pessoal, que a proposta da anistia não é prioridade e avalia sua declaração como já superada. 

Um dos magistrados foi o ministro Alexandre de Moraes, relator dos julgamentos sobre o 8/1, com quem Motta conversou, via telefone, por cerca de dez minutos, de forma  “cordial” e “amena”, segundo interlocutores. 

O presidente da Câmara também deve se encontrar, ainda essa semana, com o decano do STF, Gilmar Mendes, para discutir o assunto. 

Motta tem garantido a aliados que sua opinião pessoal não influenciará na decisão de pautar a proposta e que o assunto será tratado com os líderes partidários “na hora certa”.

De acordo com deputados do Centrão, Hugo não pretende pautar propostas polêmicas e esse aviso já teria sido dado ao Palácio do Planalto. Eles ainda avaliam que o projeto da anistia não tem apoio suficiente nem na Câmara nem no Senado. 

Hugo Motta se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (10), mas não trataram do assunto. Eles têm um novo encontro nesta terça-feira (11).

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