Política

Após polêmica, Romeu Zema diz que fala sobre mulheres em programas sociais foi mal compreendida

Zema menciona histórico de nomeações femininas em Minas e defende que a prioridade deve ser a família  |  Deivid Santana / BNEWS

Publicado em 03/07/2026, às 10h07 - Atualizado às 10h20   Deivid Santana / BNEWS   Yuri Pastori

O pré-candidato a presidente da República Romeu Zema (Novo) afirmou, durante entrevista ao programa Giro Baiana, na rádio Baiana FM (89,3), nesta sexta-feira (3), que tem respeito pelas mulheres após ter declarado que irá fazer, caso eleito, uma distinção entre homens e mulheres quanto à exigência de capacitação profissional para concessão de benefícios sociais.

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“Eu tenho todo respeito pelas mulheres. Quero até citar aqui que como governador de Minas eu fui o governador, que na história do Estado, mais colocou mulheres em cargos de liderança, que mais nomeou mulheres para o cargo de desembargadora no Tribunal de Justiça e o motivo não foi dar privilégio às mulheres, foi meritocracia ”, afirmou.

O ex-governador de Minas havia declarado para uma plateia de empresários da CNI (Confederação Nacional da Indústria) durante a pré-campanha que homens "marmanjos" que não aceitarem uma oferta de trabalho ou cursos de reciclagem profissional perderiam o benefício e as mulheres estariam de fora dessa exigência, pois se dedicariam às atividades domésticas e familiares.

“O que eu quis dizer nessa minha fala foi: ‘você não pode obrigar quem cuida de crianças, que é a grande prioridade desse país, e está cumprindo alguma exigência em termos de fazer cursos e se qualificar'. Então pode ser homem, pode ser mulher. Que tem, hoje, homens que cuidam às vezes dos filhos”, declarou.

Zema ainda comentou sobre a manifestação que realizou, nesta quinta-feira (2), contra a PL da Misoginia, que teve o regime de urgência aprovado na Câmara dos Deputados. O pré-candidato disse que não se pode mudar os costumes da sociedade, segundo ele, por imposição do modo de ser de uma minoria. 

“Nós temos que levar em conta valores que a sociedade nossa tem. Quem quer fazer diferente, acho que tem toda a opção. Agora você não pode ficar obrigando de certa maneira a sociedade a mudar todos os seus costumes, toda a sua forma de atuar que valoriza a família por causa de alguns poucos que querem colocar o seu modo de ser, de viver, para que os outros, parece, sinto, que meio que obrigados a estar fazendo igual também”, disse o pré-candidato, que também afirmou não ter nada contra o casamento gay.

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