Política

Após reunião com Lewandowski, Cláudio Castro anuncia criação de escritório contra o crime; entenda

Medida acontece após megaoperação que matou mais de 100 pessoas no Complexo do Alemão e Penha  |  Reprodução/ TV Globo

Publicado em 29/10/2025, às 19h45 - Atualizado às 19h45   Reprodução/ TV Globo   Bernardo Rego

Durante entrevista coletiva realizada na noite desta quarta-feira (29) o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, junto com o governador do Rio de JaneiroCláudio Castro anunciaram a criação de um escritório para o enfrentamento ao crime organizado.

A medida acontece após a megaoperação que resultou na morte de 121 pessoas nos complexos da Penha e Alemão na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo o ministro da Justiça, a o número de agentes da Polícia Federal e da Força Nacional vão ser ampliados.

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“Durante a crise, já aumentamos o efetivo da Polícia Federal no entorno da capital em pelo menos 50 integrantes. Em breve, enviaremos outro número equivalente. Claro que temos um número relativamente pequeno para patrulhar todo o território, mas, nesta situação de emergência, vamos ampliar. Também vamos aumentar, dentro do possível, o número de integrantes da Força Nacional. O senhor governador certamente fará um pedido para que nós, dentro das nossas possibilidades, façamos isso. Essa é a rotina: o governador solicita, nós estimamos os números disponíveis e autorizamos o deslocamento dessas forças”, disse o ministro Lewandowski

“Tivemos um diálogo importante. Se o problema é nacional, o Rio de Janeiro é um dos principais focos. Daqui saiu uma proposta concreta: a criação de um Escritório Emergencial de Enfrentamento ao Crime Organizado”, anunciou o governador Cláudio Castro.

Segundo Castro, o novo escritório será coordenado por representantes do governo do estado e do governo federal. “A ideia é que nossas ações sejam 100% integradas a partir de agora, inclusive para vencermos possíveis burocracias. Vamos integrar inteligências, respeitar as competências de cada órgão, mas pensando em derrubar barreiras para, de fato, fazer segurança pública”, acrescentou.

A ação, considerada a mais letal da história do estado, mobilizou 2,5 mil agentes civis e militares e provocou bloqueios em vias, suspensão de aulas em 83 escolas e paralisação de linhas ônibus.

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