Política

Após sanções de Trump, AGU promete medidas contra interferência dos EUA

Ministro da AGU afirma que tomará medidas para defender a autonomia do Judiciário após sanções impostas pelo governo Trump.  |  José Cruz / Agência Brasil

Publicado em 01/08/2025, às 12h31 - Atualizado às 12h37   José Cruz / Agência Brasil   Daniel Serrano

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, saiu em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, depois das sanções impostas pelo governo Donald Trump. 

Durante sessão extraordinária que marcou o retorno do Judiciário após o recesso de meio de ano, ocorrida nesta sexta-feira (1º), Messias disse que “estará vigilante” e prometeu adotar “todas as medidas necessárias” para defender a soberania do Brasil e a autonomia do Judiciário.

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"Não podemos admitir que nossas leis e nossa Constituição sejam suspensas para que a legislação estrangeira determine o que empresas instaladas em solo nacional devem ou não fazer", disse o ministro. 

Messias também repudiou o que chamou de tentativa de intimidação do Poder Judiciário brasileiro. "Qualquer pretensão de obstrução de Justiça é arbitrária, injustificável e inaceitável", afirmou. 

Messias ainda se solidarizou com Moraes, chamando o ministro do STF de “exemplo de magistrado” e motivo de orgulho ao Judiciário. O  advogado-geral da União garantiu ainda que o governo brasileiro “trabalhará dia e noite” para proteger os interesses nacionais.

"Trabalharemos dia e noite para a proteção dos interesses nacionais e a elucidação da verdade, a defesa do nosso território, dos nossos cidadãos e das nossas riquezas naturais. O Brasil é um país que não tem guerra econômica ou diplomática, muito pelo contrário, somos um país da paz", finalizou.

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