Política
Publicado em 25/09/2026, às 09h01 Devid Santana/Bnews Eduardo Costa
O senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) se manifestou na manhã desta sexta-feira (25) após reportagem do Uol revelar que uma proposta de colaboração atribuída ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, cita supostos pagamentos mensais de R$ 3 milhões a um grupo ligado ao parlamentar. Wagner negou as acusações e classificou as declarações como “completamente falsas e oportunistas”.
A proposta foi analisada e rejeitada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), mas não avançou. A própria defesa de Vorcaro também afirmou não reconhecer a autenticidade e a integridade do material divulgado.
Em publicações nas redes sociais, o petista chamou as acusações de "falsa" e "oportunistas" e afirmou que "nunca teve relação" com Daniel Vorcaro.
Mais uma vez, estão tentando envolver o meu nome com o escândalo do Banco Master. São declarações completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições. Na eleição de 2018, também inventaram mentiras. Eu me elegi e minha inocência ficou provada. Agora, vai acontecer o mesmo. Dessa vez, inventaram sociedades e contratos falsos. São mentiras deslavadas. Eu nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro. Repito: nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro", disse Wagner.
O parlamentar afirmou ainda que assinou a abertura da CPI do Master no Senado.
"No Senado, assinei a criação da CPI do Master e propus limitar juros para proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do Banco. Eu nunca atuei a favor do Banco. Eu votei contra o aumento do limite do Fundo Garantidor de Crédito", diz.
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Qual a denúncia?
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria relatado, em uma proposta de colaboração premiada que acabou rejeitada pelas autoridades, a existência de supostos pagamentos de R$ 3 milhões por mês a pessoas que, segundo sua versão, estariam ligadas ao grupo político do senador Jaques Wagner (PT-BA). As informações são de Natalia Portinari, do Uol.
O documento não comprova que Wagner tenha recebido os valores. A defesa do senador nega as acusações e afirma que as declarações são falsas e foram feitas para interferir nas eleições.
A proposta foi analisada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), mas não avançou. A PF deixou as negociações duas vezes, enquanto a PGR recusou o acordo por considerar que os relatos não estavam acompanhados de elementos suficientes de corroboração. A própria defesa de Vorcaro também afirmou não reconhecer a autenticidade e a integridade do material divulgado.
Documentos da PF detalham como Wagner atuava em favor do Master
Um documento detalhado da Polícia Federal, que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no começo de setembro, detalhou como as investigações apontaram que o senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), utilizava a sua influência política para beneficiar o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
De acordo com a PF, Jaques teria colocado sua influência política em Brasília a serviço de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, em troca de uma rotina de "mimos", presentes caros e favores financeiros.
O documento aponta que Wagner mantinha uma relação de muita proximidade com o empresário. Para a PF, a contrapartida por essa relação vinha com o senador usando do seu peso político para acompanhar projetos de interesse do setor financeiro no Congresso e destravar portas institucionais para o grupo.
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