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Política

Bolsonarismo atropela líderes evangélicos e derruba medalhões da política nas urnas

Cezinha de Madureira, Otoni de Paula e Marcelo Crivella estão entre os nomes derrotados nas eleições de 2026, enquanto candidatos bolsonaristas ganharam força  |  Arquivo / Câmara dos Deputados

Publicado em 09/10/2026, às 06h59 - Atualizado às 07h00   Arquivo / Câmara dos Deputados   Redação Bnews

Políticos tradicionais ligados a igrejas evangélicas perderam força nas eleições de 2026, enquanto candidatos bolsonaristas sem vínculo formal de representação com uma denominação religiosa conquistaram votações expressivas. 

O movimento atingiu nomes como Cezinha de Madureira (PL-SP), David R.R. Soares (Podemos-SP) e Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), que não conseguiram se eleger para os cargos disputados. O levantamento, feito pelo Uol, aponta uma mudança no perfil da representação evangélica na política brasileira.

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Líderes religiosos perdem espaço nas urnas

Entre os nomes que ficaram de fora da Câmara dos Deputados está Cezinha de Madureira, do Partido Liberal (PL), que recebeu 60.596 votos em 2026. Em 2022, ele havia conquistado 143.434 votos. O deputado, ligado à Assembleia de Deus Brás Ministério Madureira, não conseguiu a reeleição.

Otoni de Paula (Partido Social Democrático, PSD-RJ), outro nome ligado ao segmento evangélico, também perdeu a disputa pela reeleição. Sua votação caiu de 158.507 votos, em 2022, para 19.364 neste ano depois de se posicionar contra o bolsonarismo.

David R.R. Soares, filho do líder religioso R.R. Soares e representante da Igreja Internacional da Graça de Deus, obteve 61.366 votos, contra 93.831 na eleição anterior. Ele também não conquistou um novo mandato na Câmara.

Na disputa pelo Senado, Marcelo Crivella, do Republicanos do Rio de Janeiro, recebeu 539.598 votos, mas não venceu a eleição.

Bolsonaristas se destacam entre os evangélicos

Enquanto representantes tradicionais de igrejas perderam votos, candidatos identificados com o bolsonarismo tiveram desempenho expressivo. É o caso de Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), que se declaram evangélicos, mas não representam oficialmente suas igrejas.

Os dois foram os deputados federais mais votados, superando o recorde de 1,8 milhão de votos conquistado por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em 2018.

Até reeleitos tiveram queda na votação

A perda de votos também atingiu políticos ligados a igrejas que conseguiram permanecer no Legislativo.

Paulo Freire Costa (PL-SP), filho do pastor José Wellington, presidente da Assembleia de Deus Ministério do Belém, foi reeleito deputado federal com 99.388 votos. Em 2022, ele havia recebido 161.675.

Marta Costa (PSD-SP), também ligada à Assembleia de Deus Ministério do Belém, conquistou a reeleição para a Assembleia Legislativa de São Paulo com 100.083 votos, ante 170.541 na disputa anterior.

Uma das exceções foi Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, ligada ao pastor Silas Malafaia. Ele mais do que dobrou sua votação, passando de 65 mil votos em 2022 para 170 mil em 2026.

Guilherme Kilter (Novo-PR), líder de jovens na Primeira Igreja Batista de Curitiba e estreante na Câmara dos Deputados, também se destacou, com 269 mil votos, a segunda maior votação no estado.

Outros candidatos ligados a igrejas também perderam força. Oseias de Madureira (PL-SP) caiu de 137.205 para 42.223 votos e não foi reeleito deputado estadual. Edna Macedo (Republicanos-SP), ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, recebeu 55.086 votos e ficou sem a reeleição. Daniel Soares (União-SP), da Igreja Internacional da Graça de Deus, obteve 53.812 votos, ante 81.753 em 2022, e também não conquistou um novo mandato.

Classificação Indicativa: Livre


TagsbolsonarismobolsonaristasCâmara dos Deputadosdeputadoseleições 2026senadores

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