Política

Bolsonaro presta depoimento em casa sobre arma apreendida em blitz

A arma foi confiscada com um militar do Gabinete de Segurança Institucional durante uma abordagem, sem o certificado de registro.  |  Ton Molina/STF

Publicado em 23/06/2026, às 16h31 - Atualizado às 16h32   Ton Molina/STF   Daniel Serrano

O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal na tarde desta terça-feira (23) no caso que investiga a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma blitz de trânsito. As informações são do site G1.

De acordo com a publicação, Bolsonaro foi ouvido na residência onde cumpre prisão domiciliar pelo delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, que chegou ao local por volta das 14h30 e deixou o condomínio às 15h10.

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O ex-presidente foi acompanhado por seu advogado, Paulo Cunha Bueno. Na oitiva, que durou cerca de cinco minutos, Bolsonaro repetiu a versão apresentada pela sua defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que pediu ajuda a um militar da sua equipe de segurança após identificar uma falha na arma, uma pistola Glock 9mm, registrada em seu nome. 

Bolsonaro disse ainda que o pedido foi apenas para averiguar o funcionamento do armamento, e não para que o equipamento fosse retirado do condomínio e levado para conserto.

A arma em questão foi apreendida com um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança de Bolsonaro, quando foi apreendida durante a blitz, na madrugada do dia 15 de junho. A Polícia Civil do DF aponta que o armamento não estava acompanhado do certificado de registro no momento da abordagem.

Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, o ex-presidente está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, para se recuperar de uma broncopneumonia.

Na manifestação enviada ao STF no dia 17 deste mês, a defesa de Bolsonaro admite que a arma era de Bolsonaro. No entanto, os advogados do ex-presidente o afirmaram que, apesar da condenação pela tentativa de golpe de estado, não foi determinada a entrega de armas ou o cancelamento de registros em seu nome.

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