Política

Bolsonaro usa fala de Fux para questiona delação de Cid: “Farsa”

O ministro Luiz Fux expressa reservas sobre a delação de Cid, mas vota a favor de tornar Bolsonaro e aliados réus no caso.  |  Gustavo Moreno/STF

Publicado em 27/03/2025, às 11h35   Gustavo Moreno/STF   Cadastrado por Daniel Serrano

Agora réu por um suposto plano para dar um golpe de estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a questionar a delação do seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, usado como base para a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Nesta quinta-feira (27), Bolsonaro postou nas redes socias trechos do voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que disse que vê as colaborações premiadas de Cid “com muita reserva”. Cid fez nove delações premiadas com a Polícia Federal (PF) na investigação contra o ex-presidente e mais sete aliados.

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Em um trecho, Fux diz ter ressalvas quanto ao acordo de Cid, mas afirmou: “Reservo a analisar ilegalidade ou ineficácia dessa delação no momento específico”. Fux votou por aceitar a denúncia e tornar Bolsonaro e aliados réus.

Em seu perfil no X (antigo Twitter), Bolsonaro postou esse trecho para sustentar que a delação de Cid à PF é uma “farsa” e que Fux “desnuda” Alexandre de Moraes, relator do processo.

- A farsa da delação de Cid.
- PF, de orgulho à vexame.
- Fux desnuda A. Moraes.
- Peço divulgar. Obrigado. pic.twitter.com/AzLnrfdOR4

— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) March 27, 2025

A fala de Fux na análise da denúncia da PGR animou Bolsonaro, já que o ministro votou a favor de que o caso do ex-presidente fosse julgado pelo plenário do STF.

“No meu modo de ver, se essa matéria fosse tão pacífica [competência da Primeira Turma], depois da mudança do regimento, dias atrás deste mês, 11 de março, eu votei na companhia de outros colegas e fiquei vencido. Por quê? Ou estamos julgando pessoas que não exercem mais função pública, ou estamos julgando pessoas que têm essa prerrogativa, e o lugar correto seria o plenário”, argumentou Fux em seu voto vencido.

Apesar disso, o ministro acompanhou os demais magistrados para tornar Bolsonaro e aliados réus por cinco crimes.

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