Política

Bruno Reis rebate Jerônimo e diz que Salvador é líder do Nordeste em oferta de creches

Prefeito critica desempenho da educação estadual e atribui resultados à política de aprovação automática dos alunos  |  Héber Araújo / BNEWS

Publicado em 25/08/2026, às 20h28 - Atualizado às 20h37   Héber Araújo / BNEWS   Héber Araújo e Davi Lemos

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), rebateu, na noite desta terça-feira (25), críticas recentes do governador Jerônimo Rodrigues (PT)sobre a educação na capital baiana e o índice do Ideb baixo nos municípios. O prefeito afirmou que dados oficiais colocam Salvador na primeira posição do Nordeste e na quarta colocação nacional em cobertura de creches.

As declarações foram dadas durante coletiva de imprensa no lançamento da Bolsa Presença do EJA, programa da Prefeitura de Salvador destinado a estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede municipal. A iniciativa busca incentivar a permanência dos alunos nas escolas e reduzir a evasão.

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“Salvador, conforme o PNAD [...] os dados oficiais do governo colocam Salvador hoje como a oferta de creches em primeiro lugar no Nordeste e a quarta no Brasil. Chegamos a 56% de oferta”, afirmou Bruno Reis. O prefeito destacou ainda que a creche atende crianças de 2 e 3 anos e que nem todas as famílias optam por matricular os filhos nessa faixa etária.

Bruno Reis também afirmou que Salvador universalizou o atendimento na pré-escola, destinada às crianças de 4 e 5 anos. “Temos 100%. Universalizamos o acesso à pré-escola em Salvador. Estamos empatados com as duas principais capitais”, declarou. Segundo ele, a capital baiana deixou a última colocação que ocupava quando ACM Neto (União Brasil) assumiu a prefeitura, em 2013. “É essa a diferença para nossos adversários”, acrescentou.

O prefeito aproveitou a resposta para comparar os indicadores da rede municipal com os da educação estadual. “No Ideb, aumentamos a proficiência. O que é isso, prefeito? A qualidade da educação. Subimos posições no Ideb, aumentamos a nossa nota do Ideb”, disse.

Na sequência, Bruno Reis criticou o desempenho da rede estadual e atribuiu parte dos resultados à política de aprovação dos estudantes. “O do Estado, infelizmente, é o pior ensino fundamental do Brasil e, no ensino médio, está empatado com o Rio de Janeiro na última posição na proficiência. Está em penúltimo no geral. Por quê? Por causa da aprovação automática, por causa do fluxo”, afirmou.

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