Política

Sabatina BNews: Jerônimo afirma que aprovação automática ‘não existe’ e condiciona responsabilidade pela baixa nota no Ideb aos municípios

Jerônimo Rodrigues - Devid Santana/Bnews
Jerônimo rebate críticas à educação estadual e responsabiliza municípios pelo desempenho no ensino médio  |   Bnews - Divulgação Jerônimo Rodrigues - Devid Santana/Bnews
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 25/08/2026, às 09h07



O governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), negou nesta terça-feira (25) que o modelo de aprovação automática exista na Bahia. Durante sabatina do Bnews, o petista atrelou que o discurso do modelo foi “tirado de contexto” por seus opositores.

Não existe aprovação automática e não vai existir enquanto eu estiver como governador. O que existe, é que a oposição resolve utilizar-se disso para poder desgastar. Eu sou professor, eu sou pai, eu sou governador e não permitiria nunca aprovar alguém que não frequenta a escola, que não faz a prova, oque existe é uma progressão. E isso não é de agora não, eu lembro do tempo que tinha o período que as pessoas faziam um banco de reserva de tempos, a pessoa não passou nas três disciplinas, continua progredindo e vai refazer a recuperação durante o ano”, afirma o candidato petista.

“O que existe hoje é um investimento sem tamanho na infraestrutura de escolas. Nós entregamos quase 800 escolas de tempo integral, existe investimento na qualidade dos prédios, na remuneração dos professores, no pagamento. Temos uma Bahia que paga acima do piso salarial, nós pagamos. O que existe é uma rede de educação profissional, é uma rede de educação superior bancada por nós”, declarou.

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Notas baixas no Ideb

O último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado em agosto de 2026, aponta que a rede estadual pública no ensino médio registrou 3,8. Com o resultado, a Bahia ocupa as últimas posições no ranking nacional.

Questionado sobre o assunto, Jerônimo condicionou a responsabilidade das notas baixas do ensino médio serem reflexos dos, segundo ele, a “falta de base” promovida pelos municípios na educação básica.

“As notas e as avaliações de indicadores da educação não são mágicas. Quem não tem uma boa base não consegue avançar. Se eu não tiver creche, se eu não tiver Fundamental 1 e Fundamental 2 bem, eu não chego no Ensino Médio, no segundo grau, de boa qualidade. Eu vou continuar investindo para que os municípios construam creches, para que os municípios construam o Fundamental, o primeiro grau, de qualidade, para que essa juventude tenha direito a uma escola de nível médio boa”, declarou.

Classificação Indicativa: Livre

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