Política
Publicado em 26/02/2026, às 18h58 Divulgação / CBV Daniel Serrano
A Câmara Municipal de Londrina, cidade localizada no norte do Paraná, aprovou nesta quinta-feira (26), em caráter de urgência, um requerimento que proíbe a participação de uma jogadora trans na semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino, que será sediada no município. A competição acontece na sexta-feira (27) e é organizada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
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O requerimento foi protocolado pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), conhecida como Jessicão. O documento cita nominalmente a atleta Tifanny Abreu, que defende o Osasco São Cristóvão Saúde. A jogadora e a equipe se preparam para enfrentar o Sesc RJ Flamengo na sexta-feira, às 18h30, no Ginásio de Esportes Moringão, em Londrina.
No documento, Jessicão pede para que a prefeitura garanta o cumprimento da Lei Municipal 13.770/2024, de sua autoria, que veda a participação de atleta “cujo gênero seja identificado em contrariedade ao sexo biológico de nascimento em equipes e times esportivos e em competições, eventos e disputas de modalidades esportivas" na cidade.
“É fato público, notório e amplamente documentado que a equipe Osasco São Cristóvão Saúde conta em seu elenco com o atleta Tifanny Abreu, publicamente declarado como atleta trans, cuja condição é reconhecida nacionalmente e amplamente divulgada pela imprensa esportiva e por entidades oficiais do voleibol brasileiro e internacionais”, diz o documento assinado pela vereadora.
“Aqui em Londrina, homem não joga contra mulher, mesmo que se sinta mulher. Aqui valorizamos a biologia para categorizar e a justiça dentro do esporte”, explica Jessicão.
O requerimento foi aprovado pela Câmara Municipal de Londrina com 14 votos favoráveis e 3 votos contra. Após a aprovação, a vereadora Paula Vicente (PT) revelou que vai fazer um pedido de liminar contra a proposta.
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