Política
Publicado em 21/10/2026, às 18h40 - Atualizado às 18h47 Reprodução / Youtube Davi Lemos
O deputado federal reeleito Capitão Alden (PL/BA) afirmou, nesta quarta-feira (21), que o Partido Liberal pretende ampliar seu protagonismo nas eleições municipais de 2028 e não repetirá a estratégia de abrir mão do fortalecimento da própria legenda para priorizar uma união de forças contra o PT. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Se Liga Bocão, da Rádio Baiana FM.
“Realmente, o PL cresceu muito. Faremos o foco de 2028 com eleição de prefeitos e vereadores. E não seremos mais aquilo que nós fomos em 2024, [dizendo] ‘vamos nos unir para derrotar o PT’, abrindo mão da legenda do PL, fortalecendo outros partidos da base, do centro e da direita, e o PL se abstendo de se fortalecer em nome de um movimento de derrotar o PT ou qualquer que seja o partido de esquerda e a gente se anular”, afirmou Alden.
O parlamentar citou o crescimento da sigla na Bahia, que elegeu quatro deputados federais e sete deputados estaduais, como parte do contexto para a definição da estratégia eleitoral. A intenção, segundo ele, é evitar que o partido deixe de fortalecer suas próprias candidaturas em favor de outras legendas, mesmo quando houver convergência política na oposição à esquerda.
Durante a entrevista, Alden também comentou a permanência da polarização política no país e criticou restrições à utilização da imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro em materiais de campanha e no horário eleitoral. Para o deputado, as medidas não significam o fim do bolsonarismo.
“Quem acreditou ou acreditava que o bolsonarismo acabou ou que a polarização política havia acabado quando o ‘descondenado’ [Lula] foi eleito, caiu do cavalo”, declarou.
Alden ainda questionou o tratamento dispensado pelo Judiciário a Bolsonaro em comparação com o recebido por Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que o petista esteve preso. “Até o preso comum tem o direito de se comunicar. Se formos comparar ao período em que Lula foi preso, quantas entrevistas foram concedidas?”, questionou, ao apontar o que considera a existência de dois pesos e duas medidas no Judiciário brasileiro.
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