Política
Publicado em 16/01/2026, às 08h15 - Atualizado às 08h34 Divulgação / PF Verônica Macedo
“Fortes indícios de desvio de recursos e risco sistêmico ao sistema financeiro do país no suposto esquema de fraudes envolvendo a instituição financeira de Daniel Vorcaro”. Esta é a conclusão a que chegou a Polícia Federal (PF), após análise de relatórios de inteligência financeira (Rifs) dos investigados do caso do Banco Master .
A informação consta da reportagem de o jornal O Globo. A instituição financeira, que foi liquidada pelo Banco Central (BC) no fim de 2025, é investigada pela Operação Compliance Zero, que teve, nesta quinta-feira (15), a condução de sua segunda fase. “Hoje, a gestora de investimentos Reag, que operava uma séria de fundos de investimentos com negócios suspeitos com o Master, foi liquidada pelo Banco Central”, diz a matéria.
Conforme revela a reportagem, os relatórios analisados pela PF mostram que empresas com capital social "ínfimo" cediam "diretos creditórios milionários" (que são valores a receber) para Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) ligados ao Banco Master.
“A PF também identificou a partir dos Rifs movimentações financeiras consideradas "suspeitas", como uma transferência financeira de R$ 9 milhões de um intermediário para Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Os dois foram alvos de mandados de busca e apreensão determinados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, executados ontem. "Há fortes indícios de desvio de recursos e risco sistêmico ao sistema financeiro", diz a decisão do ministro que autorizou a operação”, diz o jornal O Globo.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (15), a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro nega qualquer irregularidade.
“Banco Master não realizou operações destinadas a beneficiar terceiros ou familiares de seu controlador. Até a data da liquidação extrajudicial, o Sr. Vorcaro atuou de forma ativa para preservar a instituição e proteger credores e investidores, tendo realizado sucessivos aportes de capital para reforçar a posição financeira do banco”, diz a defesa.
“Fatos internos do Master não eram passíveis de verificação prévia”, revela ex-presidente do BRB em nota de defesa
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