Política

Chefe do MP reforça atuação contra milícias e facções criminosas na Bahia

O procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia, é o entrevistado do Podzé desta segunda-feira (2)  |  Reprodução / Youtube

Publicado em 02/12/2024, às 23h35   Reprodução / Youtube   Davi Lemos

O procurador-geral de Justiça, Pedro Maia, falou a respeito do excessos cometidos por policiais na Bahia e também sobre a atuação do Ministério Público para conter a ação das milícias ou de "justiceiros" que fazem "justiça com as próprias mãos". "Os excessos têm que ser coibidos e o Ministério Público tem atuado de maneira firme para punir esses policiais que se excedem. Milícias é algo que realmente é prioridade no enfrentamento da criminalidade organizada. Temos combatido de forma firme as milícias", declarou Maia, nesta segunda-feira (2), durante participação no PodZé.

"O culto a esses policiais justiceiros também é crime: não há pena de morte no nosso país, nem justiça com as próprias mãos. O cidadão que comete um crime tem que ser levado à Justiça, tem que ser preso, responsabilizado, não é para se fazer justiça com as próprias mãos", asseverou o procurador-geral de Justiça. Maia, entretanto, salientou: "Tem uma grande maioria de homens e mulheres de bem que se arriscam todos os dias para ir para as ruas, defender cidadão e garantir a paz social e uma parte que desvia e comete coisas erradas".

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"A atuação no controle externo das atividade policial é no sentido de orientar as polícias, mas também responsabilizar os desvios. Nós temos números para os autos de morte decorrentes de intervenção agente de Estado, mortes decorrentes de intervenção das forças policiais; aquilo que decorre do confronto que é necessário com o crime organizado. Tem locais onde a polícia está sendo recebida a bala, e o Estado tem que reagir", comentou.

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