Política
Publicado em 02/12/2025, às 19h37 - Atualizado às 19h42 Reprodução / Youtube Davi Lemos
O cientista político Claudio André de Souza disse, em participação no Se Liga Bocão desta terça-feira (2), que a direita mais ligada ao bolsonarismo vive um impasse sobre se escolhe um nome mais ligado à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso e inelegível, para disputar a Presidência da República em 2026 ou se opta por nome mais moderado e que aponte mais para o centro. Segundo o estudioso, a cenário não é novo, mas uma repetição de impasse já registrado na oposição ao presidente Lula em outros momentos.
"A gente vive, nesse momento, os impasses da direita, sobretudo na perspectiva que está dada de como vai se definir a estratégia para 2026. E parece que, conforme o que tem acontecido, sobretudo na família Bolsonaro, a gente percebe que há uma indecisão estabelecida se a oposição, ou seja, esse núcleo da direita radical, deve marchar com uma candidatura mais orgânica, relacionada diretamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ou marchar com uma candidatura que acene mais a uma perspectiva moderada, a uma direita moderada, ali, em direção ao centro", comentou Claudio André.
Ela apontou que há nomes postos da direita como os do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD) e o nome de Tarcísio de Freitas (Republicanos), o mais forte nesse cenário, em que há uma dúvida também entre uma pulverização de candidaturas ou de concentração. "Tarcísio de Freitas larga na frente e [...] tende a largar na frente, comparando-se com outros adversários, mas é uma situação muito adversa", disse ao considerar que Bolsonaro está preso e já estava inelegível
Claudio André de Souza considerou ainda que essa polarização ideológica gera ganhos mesmo no cenário de derrota eleitoral no âmbito da disputa para presidente. "Vide que o presidente Bolsonaro perdeu a eleição em 2022, mas o PL, o seu partido, o Partido Liberal, conseguiu eleger a maior bancada da Câmara dos Deputados. Então é talvez essa questão que o PL e a família Bolsonaro estejam nesse momento a fazer um cálculo político", ponderou o cientista político.
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